Aplicativos de relacionamento não “destruíram o amor”, diz estudo

Pesquisa feita pela Universidade de Genebra mostra que pessoas que conheceram seus pares por meio dessas plataformas têm relacionamentos de longo prazo e que tecnologia ajuda no mix geográfico

Na era digital, são poucas as atividades que escapam do ato de olhar para telas – ainda mais em tempos de pandemia. Com diferentes ofertas de aplicativos de relacionamento no mercado, não faltam tentativas para encontrar a “cara-metade”, ainda que à distância. E, se a ideia é conseguir um relacionamento que vá além de encontros casuais, um estudo feito pela Universidade de Genebra mostra que entrar nesses apps pode ser uma estratégia certeira.

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Ao analisar dados de 3.325 pessoas maiores de 18 anos na Suíça, em 2018, que tinham conhecido seus parceiros na última década, os pesquisadores concluíram que casais formados por aplicativos tinham mais intenções de morar junto, quando comparados aos que se conheceram em ambientes fora do mundo digital. Além disso, os parceiros que se encontraram em aplicativos tiveram o mesmo nível de satisfação do relacionamento do que os demais.

"Sabendo que os aplicativos de namoro provavelmente se tornaram ainda mais populares durante os períodos de bloqueio e distanciamento social deste ano, é reconfortante descartar preocupações alarmantes sobre os efeitos de longo prazo do uso dessas ferramentas", conclui o Dr. Potarca.

Ainda segundo a pesquisa, a formação de casais por meios on-line também contribui para formar pares mais diversos, tanto em termos geográficos quanto de educação, o que também é benéfico por favorecer maior troca entre culturas diferentes.

Em tempos de pandemia, isso é ainda mais valorizado: basta lembrar que, em abril 2020, quando o Tinder liberou gratuitamente o uso da ferramenta Passaporte – em que usuários podem encontrar pessoas em lugares específicos, como se estivessem viajando até eles – a plataforma bateu recorde de uso, com mais de 3 bilhões de swipes em um único dia.

E os brasileiros – mais especificamente, os paulistanos – não perderam tempo com isso. Na época, São Paulo foi a cidade que mais usou o recurso no mundo todo. Os destinos preferidos dos brasileiros foram: Nova Iorque, Rio de Janeiro, Los Angeles e Londres.

Ainda em 2020, o aplicativo Happn registrou aumento de 20% na troca de mensagens em todo o mundo, desde o início das medidas de restrição – e ampliou o raio de alcance de pretendentes de 250 metros para até 90 quilômetros.

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