A Intel nas cordas: o resultado do 3° tri trará respostas sobre o futuro?

Empresa vendeu divisão de memória e armazenamento recentemente e vê concorrentes se posicionando melhor no mercado

A Intel divulga nesta quinta-feira (22), o resultado do terceiro trimestre sob grande expectativa no mercado. Não porque há dúvidas no consenso dos analistas — é esperado que a empresa sofra uma queda no lucro no período e uma leve alta no faturamento, que deve vir em torno de 18,2 bilhões de dólares —, mas porque o anúncio pode trazer pistas sobre o futuro da Intel. A pandemia mexeu com a economia e os negócios no mundo todo. Venha aprender com quem conhece na EXAME Research

Dias antes da divulgação dos resultados, a Intel anunciou a venda da divisão de armazenamento de dispositivos em flash (os SSD) para a coreana SK Hynix por 9 bilhões de dólares. O movimento marcou a quase completa saída da empresa do mercado de fabricação de armazenamento e memória. 

Segundo o presidente da Intel, Bob Swan, a venda irá permitir à empresa “priorizar nossos investimentos em tecnologias diferenciadas, onde podemos desempenhar um papel maior no sucesso de nossos consumidores e entregar retornos atrativos aos acionistas”.

Com a venda, a Intel continua o movimento de focar em seu negócio principal, de fabricação de semicondutores e microchips, além do negócio de data centers — um mercado vencedor durante a pandemia de coronavírus, com empresas procurando se digitalizar e migrar processos para a nuvem. Apesar disso, o futuro da empresa é incerto.

A empresa ainda é a força dominante no mercado de chips para computadores pessoais e servidores, mas têm tido reveses nos últimos meses e anos. Em julho, anunciou que atrasaria o lançamento de novos chips com tecnologia de 7 nanômentros — ao passo que a Apple já lança processadores para smartphones com 5 nanometros entre os transistores. A fabricante do Mac inclusive afirmou, mais cedo este ano, que deixará a parceria histórica com a Intel e focará na fabricação de microprocessadores internamente.

A situação da Intel se complica quando se olha para o mercado. A venda da divisão de memória da empresa é apenas uma do movimentado ano de aquisições no setor de semicondutores. A Nvidia, fabricante de placas gráficas, anunciou em setembro a compra da fabricante ARM, um negócio de 40 bilhões de dólares. A imobilidade da empresa em desenvolver novas tecnologias e inovar nos processadores, inclusive, permitiu à concorrente AMD se aliar à taiwanesa TSMC e, juntas, as duas despontaram.

Há muitos desafios postos à frente da Intel. Talvez alguma resposta surja na divulgação de resultados desta quinta.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

ATENÇÃO: Mudança na sua assinatura da revista EXAME. A sua revista EXAME deixa de ser quinzenal a partir da próxima edição. Produziremos apenas uma edição por mês. Saiba mais