Ciência

A.C. Camargo cria comitê científico internacional

Cientistas de cinco países apontarão diretrizes de pesquisa da instituição que é responsável por mais de 60% dos estudos sobre câncer no país

Conselho irá avaliar as pesquisas realizadas pela instituição (Divulgação)

Conselho irá avaliar as pesquisas realizadas pela instituição (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de março de 2012 às 13h18.

São Paulo - O Centro Internacional de Pesquisa do Hospital A. C. Camargo (Cipe) criou um conselho científico internacional para avaliar as pesquisas realizadas pela instituição.

O comitê é composto por cientistas de cinco países. Entre eles estão o virologista alemão Harald zur Hausen, professor emérito da Universidade de Heidelberg, que recebeu o prêmio Nobel de Medicina por ter identificado em 1983 a relação do papilomavírus (HPV) com o câncer.

Outros cientistas que integram o conselho são António Coutinho, que dirigiu o Instituto Pasteur, em Paris, por mais de dez anos e atualmente coordena o Instituto Gulbenkian de Ciência, de Portugal, e Curtis Harris, professor da Georgetown University e diretor do National Cancer Institute dos Estados Unidos.

Completam o conselho Alan Ashworth, professor do Breakthrough Breast Cancer Research Centre do Reino Unido, Kai Simons, do Instituto de Biologia Molecular e Genética do Max-Plank-Institute, em Dresden, na Alemanha, e Martin Raff, da McGill University (Canadá) e da University College London (Reino Unido).

O conselho é resultado de uma das últimas iniciativas do professor Ricardo Brentani, que faleceu em novembro de 2011 e era presidente da Fundação Antônio Prudente, que mantém o Hospital A. C. Camargo, e diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da Fapesp.

De acordo com Fernando Soares, coordenador de pesquisa e diretor de ensino do Hospital A. C. Camargo, o comitê científico internacional já dará seu primeiro parecer nos próximos três meses.

“O comitê apresentará um relatório trazendo possíveis novas diretrizes a serem implantadas em toda a nossa área de pesquisa. Após isso, agendaremos um novo encontro para os 12 meses subsequentes e uma nova avaliação será feita”, disse.

A instituição é responsável por mais de 60% da pesquisa do câncer no país, de acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e publica, em média, cerca de 200 artigos científicos em revistas de impacto mundial nas áreas de biologia celular e molecular, genética e genômica do câncer por ano.

Acompanhe tudo sobre:CâncerDoençasMedicinaHospitais

Mais de Ciência

Novas descobertas desafiam 'teoria do prazer' no cérebro

NASA planeja impulsionar SpaceX nas missões lunares — mas decisão pode ser golpe para a Boeing

Xiaomi anuncia investimento de 60 bilhões de yuans em IA e apresenta nova geração do SU7

Pesquisa na China pode triplicar capacidade de baterias de lítio