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Gigante gaúcha Tramontina aposta em fábrica própria no México para crescer fora do Brasil

Unidade no México é a segunda fora do país e marca mudança de modelo após joint venture na Índia

Nova fábrica da Tramontina no México: 100 mil peças de frigideiras por mês no segundo maios mercado exportador da empresa gaúcha

Nova fábrica da Tramontina no México: 100 mil peças de frigideiras por mês no segundo maios mercado exportador da empresa gaúcha

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 20 de março de 2026 às 14h28.

Um ano depois de anunciar a abertura da primeira fábrica fora do Brasil, a gigante de utensílios domésticos Tramontina dá um novo passo em sua expansão internacional.

A empresa acaba de anunciar a abertura de uma nova fábrica — a segunda fora do país — no México.

A unidade fica em Lerma, no Estado do México, e tem foco na produção de frigideiras de alumínio com revestimento antiaderente.

O movimento marca uma mudança relevante na estratégia global da companhia. Depois de entrar na Índia por meio de uma joint venture (JV, parceria societária), a Tramontina opta agora por uma operação 100% própria, sob controle da Tramontina SA Cutelaria.

A escolha indica uma aposta maior em controle operacional em mercados considerados estratégicos.

“O México já é o segundo maior mercado de exportação para a Tramontina no segmento de utensílios de cozinha, tanto em volume quanto em faturamento. A aceitação da nossa marca pelos consumidores locais, reconhecida pela qualidade e pelo serviço, nos deu a confiança para esse novo passo”, afirma Jandir Brock, diretor corporativo da Tramontina.

A nova unidade nasce com capacidade de até 100 mil peças por mês e, neste primeiro momento, terá produção voltada exclusivamente ao mercado mexicano.

A expectativa é usar a estrutura como base para ganhos logísticos e maior agilidade no atendimento na região.

Da JV na Índia à operação própria

A fábrica no México é a continuidade de um movimento iniciado em 2025, quando a Tramontina inaugurou sua primeira unidade industrial fora do Brasil, na Índia.

Na ocasião, a empresa optou por uma joint venture com a Aequs, em uma planta com capacidade de até 400 mil panelas de alumínio por mês. O modelo permitiu dividir riscos e acelerar a entrada em um mercado mais complexo, com escala e dinâmica próprias.

No México, o desenho é outro. A operação é integralmente controlada pela companhia e se conecta a uma estrutura já existente no país, onde a Tramontina mantém atividades comerciais e de distribuição desde 1997, com mais de 200 funcionários.

A nova fábrica também nasce integrada a essa base. Áreas administrativas como recursos humanos, fiscal e financeira passam a operar de forma conjunta, o que reduz fricções típicas de operações internacionais.

Expansão com foco em proximidade

Com presença em mais de 120 países e 25 unidades operacionais fora do Brasil, a Tramontina acelera uma estratégia baseada em proximidade com o consumidor final.

A lógica é reduzir dependência de exportações diretas e ganhar velocidade de resposta em mercados relevantes. O México entra nesse mapa como um dos principais pontos de apoio na América Latina.

O movimento também se estende à Argentina, onde a empresa anunciou a abertura de um escritório regional de vendas em Buenos Aires, com foco em fortalecer a relação com distribuidores e adaptar o portfólio ao mercado local.

 

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