Ciência

2014 é o maior ano da história na busca por exoplanetas

Apenas em 2014, 736 novos exoplanetas foram anunciados, isso representa 70% dos que haviam sido descobertos na história


	Kepler-186f: o planeta com condições para vida humana que foi descoberto pelo Kepler
 (NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech)

Kepler-186f: o planeta com condições para vida humana que foi descoberto pelo Kepler (NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech)

Victor Caputo

Victor Caputo

Publicado em 28 de abril de 2014 às 13h08.

São Paulo – De 1989 até 2013, a humanidade foi capaz de encontrar 1.045 exoplanetas—que são planetas que orbitam uma estrela que não seja o Sol. Mas apenas em 2014, já foram anunciados 736 novos exoplanetas, número que representa 70% do número de descobertas dos últimos 23 anos.

Esse número tão grande foi alcançado graças a um anúncio feito pela NASA em fevereiro deste ano. De uma vez só, a agência espacial dos Estados Unidos afirmou a descoberta de 715 novos planetas que orbitam em torno de 305 estrelas.

Tudo isso aconteceu graças à missão de apenas um telescópio, o Kepler. Ele orbita em torno do Sol e tira imagens de alta resolução de estrelas distantes. Nelas, os cientistas podem descobrir os novos exoplanetas.

Na imagem abaixo é possível ver como 2014 tem sido um ano impressionante na busca de planetas. A imagem foi compilada pela NASA. A barra laranja que surge, mostra os planetas anunciados em fevereiro pela NASA. As barras vermelhas são os encontrados anteriormente graças ao Kepler e as azuis são planetas encontrados de outras maneiras.

NASA

Foi entre essas centenas de planetas que estava aquele potencialmente habitável, que chamou a atenção há algumas semanas. Ele fica há 500 anos-luz da Terra e tem as condições necessárias para que a vida humana possa existir. Devido à distância, no entanto, provavelmente nunca chegaremos até ele.

Infelizmente, o Kepler parou de funcionar em maio de 2013, devido a problemas no equipamento. As grandes descobertas deste ano foram feitas nas imagens que ele havia registrado, mas que ainda não haviam sido analisadas de forma completa. A NASA, no entanto, acredita que será possível continuar usando o Kepler na busca de exoplanetas mesmo assim.

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