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Apresentado por VIBRA

O desafio de abastecer um país que não pode parar

Em um mercado mais volátil, tecnologia e modelos preditivos ajudam distribuidoras a antecipar riscos e garantir o abastecimento de combustíveis em todo o Brasil

Vibra: IA e gêmeos digitais reduzem frota em 11% e cortam R$ 900 mi em estoques (Vibra/Divulgação)

Vibra: IA e gêmeos digitais reduzem frota em 11% e cortam R$ 900 mi em estoques (Vibra/Divulgação)

Exame Brand Solutions
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Publicado em 7 de agosto de 2026 às 11h29.

Em um mercado sujeito a oscilações cambiais, tensões geopolíticas, eventos climáticos e mudanças na demanda, inteligência artificial e análise de dados passaram a desempenhar um papel central no planejamento do abastecimento de combustíveis.

Na Vibra, essas ferramentas ajudam a coordenar uma rede presente em mais de 2.300 municípios, com cerca de 7.500 postos de serviços, 90 bases de distribuição e mais de 10 mil clientes corporativos.

Para lidar com tamanha complexidade, a empresa desenvolveu uma estrutura baseada em mais de 135 modelos de Gêmeos Digitais (Digital Twins) e 96 modelos preditivos capazes de analisar em torno de 10 mil variáveis.

O sistema considera informações como comportamento histórico da demanda, disponibilidade de diesel importado, safras, indicadores macroeconômicos, preços internacionais, câmbio e capacidade das bases para projetar o consumo com meses de antecedência e apoiar decisões relacionadas a compras, estoques e movimentação de produtos.

“O consumidor normalmente enxerga apenas a etapa final, quando abastece o veículo, mas existe uma cadeia extremamente sofisticada funcionando nos bastidores. Nosso desafio é transformar essa complexidade em uma operação confiável, capaz de garantir que o combustível esteja disponível onde e quando ele é necessário”, diz Daniel Drumond, vice-presidente de Operações e Logística da Vibra.

Uma logística que olha para toda a rede

A inteligência artificial também passou a influenciar a operação diária. Todos os meses, a malha rodoviária da Vibra realiza cerca de 55 mil embarques e percorre uma distância equivalente a 804 voltas ao redor da Terra.

Em vez de otimizar cada viagem de forma isolada, os algoritmos analisam toda a rede logística como um sistema integrado. A partir desse cruzamento de informações, é possível redistribuir cargas entre bases, recalcular rotas, reorganizar embarques e identificar oportunidades para reduzir deslocamentos sem carga, aumentando a produtividade da frota e a eficiência da operação.

Segundo a empresa, essa estratégia permitiu movimentar o mesmo volume de combustíveis com uma frota 11% menor. A maior precisão das projeções também ajudou a redefinir os níveis de armazenagem, reduzindo em R$ 900 milhões o capital empregado em estoques e mantendo margem de erro inferior a 2% nas estimativas de demanda.

“Distribuir combustíveis em um país como o Brasil é muito mais do que movimentar produtos de um ponto a outro. É coordenar uma operação de enorme complexidade para garantir que o abastecimento aconteça de forma contínua, com eficiência e segurança. Ciência de dados, modelos preditivos e inteligência artificial ampliam nossa capacidade de antecipar cenários e tomar melhores decisões, tornando toda essa cadeia mais resiliente”, afirma Drumond.

Tecnologia também amplia a segurança

O uso da inteligência artificial vai além do planejamento logístico. Atualmente, toda a frota rodoviária de entrega da Vibra opera com câmeras inteligentes e sensores capazes de monitorar continuamente sinais de fadiga, distração, saída de faixa e outros comportamentos de risco durante as viagens.

Sempre que uma situação potencialmente perigosa é identificada, o sistema emite alertas em tempo real para que o motorista possa corrigir a condução antes que um acidente aconteça. De acordo com a companhia, a adoção dessa tecnologia contribuiu para reduzir em 67% o número de acidentes rodoviários.

Ao mesmo tempo, a empresa vem ampliando iniciativas voltadas à preparação das equipes para incorporar a inteligência artificial ao dia a dia da operação, com programas de capacitação e estímulo ao desenvolvimento de soluções pelos próprios colaboradores. Esse movimento deve avançar com a implantação de uma Torre de Controle Agêntica, plataforma que reunirá agentes autônomos de inteligência artificial para apoiar processos como suprimento, compras, estoques e distribuição de forma integrada, mantendo mecanismos de governança e supervisão humana.

Para Daniel Drumond, a evolução tecnológica representa uma mudança na forma como as pessoas atuam dentro da operação, e não a substituição do conhecimento acumulado ao longo dos anos. “A inteligência artificial não substitui o conhecimento acumulado pelas nossas equipes. Ela amplia essa capacidade. Quanto mais automatizamos atividades operacionais, mais espaço criamos para que nossos profissionais atuem naquilo que gera maior valor: interpretar dados, tomar decisões e promover melhorias contínuas na operação.”

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