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1. Muito além da pílula
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São Paulo — Um estudo recente
mostrou que as mulheres que tomam alguns dos contraceptivos orais mais recentes – que contêm drospirenona, desogestrel, gestodeno e ciproterona – têm risco de
trombose venosa quadruplicado em relação àquelas que não tomam a pílula. Os
cientistas ainda não podem afirmar qual
contraceptivo é o mais seguro, já que o organismo de cada mulher reage de uma maneira diferente. Mas não há dúvida de que as mulheres de hoje estão muitíssimo melhor que suas antepassadas. Veja como evoluíram os contraceptivos desde a Roma Antiga até hoje. As fotos históricas e as informações sobre elas são do
Museu de Ciência de Londres.
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2. Pessário de bronze
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Data da criação: Roma, 200 AC-400 DC Muito utilizado para controlar a incontinência urinária, o pessário, dispositivo redondo feito atualmente de borracha ou de silicone, já foi usado como método contraceptivo em Roma. Nesse caso, o objeto serve para bloquear o colo do útero. O buraco no meio do pessário permite que uma haste seja colocada no colo do útero para manter o dispositivo no local. O problema é que, apesar de se manter preso no lugar, o pessário provavelmente machucava (e muito) a mulher durante uma relação sexual.
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3. Dispositivo intra cervical
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3/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: 1880 O dispositivo intra cervical (DIC) funcionava depois da concepção. Feito de ouro, ele impedia que o embrião crescesse dentro do útero da mulher. A parte achatada do dispositivo ficava presa na parece vaginal, enquanto a haste ficava introduzida entre o útero e o cólo do útero. Os dispositivos intra cervicais foram substituídos pelo dispositivo intrauterino (DIU). Diferente do DIC, o DIU é totalmente implantado dentro do útero. Isso reduz o risco de transferência de bactérias entre o colo de útero e o útero. Desse modo, as mulheres que usavam os dispositivos intra cervicais tinham grandes chances de ter infecções ou de ficarem estéreis.
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4. Esponja contraceptiva
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4/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: década de 1910 Como você pode ver na imagem, esse contraceptivo do início do século XX era uma esponja. Pode parecer brincadeira, mas esponjas eram muito utilizadas como métodos contraceptivos em meados de 1900. A esponja da foto é feita de borracha e servia como um bloqueio no colo do útero. Essa esponja foi um dos contraceptivos promovidos pela Society for Constructive Birth Control. A organização foi fundada por Marie Stopes, pioneira no campo do controle da natalidade.
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5. Camisinhas de tripa animal
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Data da criação: década de 1910 Se você acha que usar camisinha de látex atrapalha na hora do sexo, imagine uma camisinha feita de membrana intestinal de um animal. O preservativo da foto é feito desse material. Ele foi muito eficaz na prevenção da gravidez, mas a tripa do animal era permeável a vários tipos de vírus. Por isso, essa camisinha não protegia homens e mulheres de doenças virais. Embora preservativos não tenham sido amplamente utilizados até 1900, o aventureiro italiano Casanova escreveu sobre o uso de uma camisinha feita de pele de cordeiro em 1700. No período vitoriano (1837-1901), promover o controle da natalidade ou distribuir literatura sobre o assunto era ilegal na Inglaterra.
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6. Contraceptivo com espermicída
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6/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: década de 1920 A marca de contraceptivos "Prorace" foi desenvolvida por Marie Stopes. Ela era uma estudiosa que acreditava na teoria eugenista (também chamada de racismo científico). Assim, para ela, a reprodução seletiva poderia evitar a proliferação de pessoas "indesejadas", como os negros. Os contraceptivos "Prorace" eram distribuidos pela Clínica das Mães e continham espermicidas que impediam que o esperma sobrevivesse dentro do útero. Segundo o site
Mashable, eles eram utilizados sozinhos ou com outros contraceptivos, como o diafragma e o tampão.
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7. Tampão de borracha
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7/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: década de 1920 Este tampão contraceptivo era feito de borracha e também era chamado de tampão do colo de útero ou diafragma. Ele agia como uma barreira para impedir que o esperma entrasse no útero.
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8. Pessário de vidro
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8/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: década de 1920 Os primeiros dispositivos intrauterinos (DIU) fabricados foram os pessários com haste. Eles podiam ser feitos de borracha, metal ou vidro. A haste era conectada a uma base em formato de copo para que o objeto não fosse perdido dentro do útero. Atualmente, são usados DIUs muito menores, feitos de cobre ou plástico.
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9. Dispositivo intrauterino de prata e bicho-da-seda
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Data da criação: década de 1920 O dispositivo intrauterino da foto foi um dos mais populares no início do século XX. Criado pelo ginecologista alemão Ernst Grafenberg, o DIU da foto, assim como os atuais, deveria ser inserido no útero por um médico e podia ficar durante anos dentro do organismo da mulher. Alguns dos dispositivos eram feitos de prata ou até de partes do intestino do bicho-da-seda.
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10. DIU feito de osso
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10/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: 1925 Os DIUs foram muito utilizados para tratamentos ginecológicos entre os anos de 1800 e 1900. Além disso, eles também foram usados como métodos contraceptivos pelas mulheres. O DIU da foto é feito de osso (provavelmente animal) e fios feitos de fibra natural encontrada nas paredes do intestino de animais, como cabras e ovelhas.
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11. Camisinhas
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11/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: 1912 (preservativo de látex) A camisinha é o método contraceptivo mais utilizado em todo o mundo. Desde a Antiguidade, esse preservativo é empregado para impedir a gravidez. Mais recentemente, ele também passou a ser usado para proteger as pessoas de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS. Em 1855, surgiram os primeiros modelos feitos de borracha. Hoje, o material mais usado nas camisinhas é o látex ou borracha natural. Pessoas alérgicas ao látex podem comprar preservativos feitos de poliuretano, um material sintético.
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12. Pílula anticoncepcional
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12/17 (Divulgação/Museu de Ciência de Londres)
Data da criação: 1960 A pílula contraceptiva oral combinada, ou simplesmente a pílula anticoncepcional, é um remédio que combina dois hormônios: o estrogênio e o progestágeno. Conhecida por ser extremamente eficaz, se usada corretamente, a pílula impede que uma mulher engravide. No entanto, ela não as protege contra doenças sexualmente transmissíveis. E deve ser usada sob indicação médica, já que alguns organismos rejeitam ou não reagem bem aos anticoncepcionais. Outro remédio oral contraceptivo utilizado há cerca de 20 anos e considerado seguro para a saúde da mulher pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é a pílula do dia seguinte. Essa pílula inibe a ovulação e deve ser usada apenas em situações especiais, quando não há uso da camisinha ou de outros anticoncepcionais. A ênfase no uso esporádico se justifica, pois a pílula do dia seguinte possui alto nível de hormônios, que podem trazer efeitos colaterais. Além disso, o uso excessivo diminui sua eficácia e facilita distúrbios hormonais.
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13. Injeção anticoncepcional
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13/17 (thinkstock)
Data da criação: aprovada para uso no Brasil em 2000 A injeção anticoncepcional é um método contraceptivo que combina hormônios como a progesterona e o estrogênio. A injeção pode ser mensal (possui os dois hormônios) ou trimestral (apenas com progesterona), e deve ser aplicada na região glútea. Os hormônios da injeção anticoncepcional agem como os da pílula, como explica o médico Sergio dos Passos Ramos, em
entrevista ao site da indústria química Bayer. No entanto, eles são absorvidos lentamente pela corrente sanguínea. A injeção suspende a ovulação, reduz a espessura do endométrio (a parede do útero) e deixa o muco do útero mais espesso.
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14. Adesivo contraceptivo
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14/17 (thinkstock)
Data de criação: início do século XXI Também chamado de patch, o adesivo anticoncepcional parece um grande band-aid quadrado. Ele deve permanecer na pele da mulher, no mesmo lugar, durante uma semana. O adesivo contraceptivo combina dois hormônios, o estrogênio e o progestogênio. Eles são liberados lentamente na corrente sanguínea por sete dias. Uma pesquisa publicada pelo periódico
British Medical Journal (BMJ) descobriu que os contraceptivos não orais, como os adesivos anticoncepcionais, apresentam maiores riscos de causarem trombose venosa do que a pílula.
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15. Implante anticoncepcional
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15/17 (Divulgação/Merck)
Data da criação: século XXI O implante anticoncepcional é uma pequena cápsula que contém o hormônio etonogestrel. O contraceptivo possui 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro. Ele é introduzido embaixo da pele por meio de um aplicador descartável. Esse método impede a liberação do óvulo no ovário. Além disso, ele altera a secreção do colo do útero, dificultando a entrada de espermatozóides. O implante não substitui o uso da camisinha, já que, obviamente, não evita doenças sexualmente transmissíveis. Segundo a
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), esse método tem eficácia de 99,9% se a mulher utilizá-lo corretamente, sem atrasos. Existem implantes anticoncepcionais com duração de seis meses, um ano e até três anos.
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16. Gel contraceptivo
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16/17 (thinkstock)
Data da criação: 2010 O gel contraceptivo é um método anticoncepcional que ainda está em fase de testes. Pesquisadores da
Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva apresentaram o produto em 2010 e relataram que esfregar o gel transparente nos ombros, braços, pernas ou abdômen todos os dias pode impedir uma mulher de ficar grávida. Ensaios clínicos mostraram que o gel libera doses dos hormônios estrogênio e progesterona no sistema circulatório através da pele. Ruth Merkatz, diretora da clínica de desenvolvimento de saúde reprodutiva no Centro de Pesquisa Population Council,
fez uma pesquisa com 18 mulheres, que usaram o gel por sete meses. Durante esse período, nenhuma delas ficou grávida ou teve algum efeito colateral negativo, como ganho de peso. Além disso, o gel mostrou-se adequado para o uso em mulheres que estão amamentando. A ciência já sabe que, diferentemente do gel, a pílula anticoncepcional contém um nível tão alto de hormônios que pode interferir na produção do leite.
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17. Agora veja medicamentos que podem fazer mal à saúde:
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17/17 (Roberto Stelzer/VEJA)