Poliana Okimoto, nadadora e ex-atleta olímpica: “Acho que eu estava com tanto medo de ser atacada por um tubarão que acabei ganhando a prova” (Arquivo Pessoal/Divulgação)
Repórter
Publicado em 25 de julho de 2024 às 06h00.
Última atualização em 27 de julho de 2024 às 17h56.
Nem sempre a melhor forma produz os melhores resultados, e a medalhista olímpica Poliana Okimoto sabe disso melhor do que ninguém. Na Olímpiada de Londres, em 2012, as expectativas de uma medalha dourada para o Brasil na maratona aquática, uma prova de 10 quilômetros, estavam nas alturas. Cotada como uma das favoritas, Okimoto abandonou a competição no Lago Serpentine, no Hyde Park, com um quadro de hipotermia. Deixou Londres sem medalha e com um diagnóstico de depressão. “Fiquei meses sem entrar em uma piscina, mas essa Olimpíada trouxe uma grande lição: a necessidade de cuidados com a saúde mental”, afirma. Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, conquistou a tão esperada medalha, um bronze em águas brasileiras.