Treinamento para ter funcionários melhores – e mais atuantes – na Duratex

Os programas da Duratex oferecem educação a distância sobre temas socioambientais e estimulam a solução de problemas das comunidades

Em termos de negócios, a Duratex já mostrou que sabe cumprir metas. Tanto que, mesmo num ano difícil, a companhia conseguiu um avanço de 24% na receita e de 11,6% no Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em relação ao ano anterior. Agora o desafio da Duratex é fazer com que toda a empresa se alinhe às 45 metas de sustentabilidade previstas para 2025 e que incluem, entre outras coisas, boas condições de trabalho, engajamento de clientes e relacionamento com comunidades locais.

“O ano de 2018 foi bastante desafiador. Tivemos de lutar bastante contra a crise para melhorar as vendas e a rentabilidade”, afirma Antonio Joaquim de Oliveira, presidente das três unidades de negócio da Duratex: madeira (Durafloor e Duratex), louças e metais (Deca e Hydra) e revestimentos cerâmicos (Ceusa e Portinari).

Não quer dizer que os desafios de negócios tenham arrefecido. Ao contrário. A empresa quer inaugurar a quarta unidade de negócio: uma sociedade com a austríaca Lenzing AG, firmada em 2018, para a construção da maior fábrica de celulose solúvel do mundo, em Minas Gerais, projeto orçado em 1,2 bilhão de dólares e com início de operação previsto para 2022. Mas há o entendimento de que o avanço na sustentabilidade ajude a bater mais desafios.

Um dos programas cruciais para isso é o Ciranda D. Desde 2016, todos os funcionários já passaram pelos bate-papos e treinamentos com o objetivo de levá-los a refletir sobre como cada um é importante para o alcance das metas.

Como parte do programa, a Duratex mantém ainda uma plataforma de educação a distância por meio da qual 2.000 colaboradores já fizeram cursos sobre temas socioambientais. Os mais engajados são reconhecidos com Dotz, moeda virtual que pode ser trocada por prêmios.

Outro exemplo é o programa Agente da Gente, criado em 2017, que capacita funcionários das unidades industriais para o diálogo com as comunidades locais. Em Taquari, no Rio Grande do Sul, esse diálogo levou a empresa a perceber uma grande evasão escolar, com jovens atraídos para as drogas e o crime, e levou os agentes a fechar uma parceria com a maior escola da região para conscientização da importância de ter uma profissão.

Em João Pessoa, na Paraíba, as ações miraram o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes com palestras e debates. “Ao todo, 130 colaboradores foram capacitados para atuar como agentes de desenvolvimento local no entorno das fábricas. Isso faz com que a gente consiga não só estimular o voluntariado como também se antecipar aos problemas”, diz Oliveira.

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