Orla do Leblon e de Ipanema, na zona sul carioca: o metro quadrado mais caro do país (André Valentim/Veja Rio)
Da Redação
Publicado em 18 de fevereiro de 2011 às 11h39.
O consultor financeiro Ricardo Torres incorporou a palavra “parioca” ao vocabulário há poucos meses. O termo, uma junção de “parisiense” com “carioca”, serve para identificar uma leva de franceses que compraram imóveis no Rio de Janeiro nos últimos dois anos — os sócios de Torres na consultoria Norfolk Advisor são franceses, o que lhe rendeu vários clientes naquele país. Dentre os estrangeiros, alguns efetivamente se mudaram para a Cidade Maravilhosa, onde vieram trabalhar, atraídos pelas oportunidades em setores como o de petróleo e gás. Outros são investidores que viram o setor imobiliário carioca como uma opção relativamente segura e com boas perspectivas de ganho, depois que a crise financeira atingiu fortemente a Europa em 2008. O neologismo ajuda a ilustrar o momento especial que o mercado imobiliário do Rio de Janeiro vem atravessando. “É com se tivesse ocorrido um alinhamento de planetas, que fez com que tudo começasse a dar certo nos últimos anos”, afirma Rogério Chor, dono da Construtora CHL e presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário.