Revista Exame

Projetos para o futuro

Corporações ajudam a diminuir o déficit brasileiro em infraestrutura

PORTO DO AÇU, da Pruma Logística ― Com 130 quilômetros quadrados de área total, o Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, é maior do que a cidade de Vitória, no Espírito Santo. O complexo é controlado desde 2013 pela Prumo Logística, que já investiu 20 bilhões de reais em obras, com mais 22 bilhões previstos para os próximos dez anos. “O Brasil precisa de infraestrutura que aumente sua competitividade, e temos um papel estratégico”, diz Eugenio Figueiredo, CEO do Porto do Açu. (Leandro Fonseca)

PORTO DO AÇU, da Pruma Logística ― Com 130 quilômetros quadrados de área total, o Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, é maior do que a cidade de Vitória, no Espírito Santo. O complexo é controlado desde 2013 pela Prumo Logística, que já investiu 20 bilhões de reais em obras, com mais 22 bilhões previstos para os próximos dez anos. “O Brasil precisa de infraestrutura que aumente sua competitividade, e temos um papel estratégico”, diz Eugenio Figueiredo, CEO do Porto do Açu. (Leandro Fonseca)

O Brasil encerrou 2025 com investimentos recordes de 280 bilhões de reais em infraestrutura. A previsão para 2026 é de 300 bilhões de reais. Mas a conta precisa subir para 500 bilhões de reais ao ano, segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), com mais atração de investimentos privados e um reforço do investimento público, hoje responsável por apenas 17% do total. Nas próximas páginas, alguns dos projetos que ajudam a reduzir o hiato brasileiro.

Aeroporto de Congonhas, da AENA Brasil
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Com mais de 2 bilhões de reais em investimentos, a modernização de Congonhas prevê um novo terminal de passageiros com 105.000 metros quadrados, ampliação do pátio, aumento de 12 para 19 pontes de embarque e outras intervenções operacionais. A conclusão está prevista para junho de 2028. Nos próximos três anos, a Aena Brasil prevê investir 15 bilhões de reais no Brasil em todos os 17 aeroportos que administra no país. No último ano, os investimentos de todo o setor aeroportuário brasileiro foram estimados em 2,5 bilhões de reais.


Linha 4-Amarela, da Motiva
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A extensão até Taboão da Serra, em São Paulo, terá 3,3 quilômetros, duas novas estações e um terminal de ônibus integrado, no primeiro avanço da rede metroviária paulista para fora da capital. O projeto prevê mais de 4 bilhões de reais em investimentos. A Motiva avança na escavação da futura Estação Taboão da Serra. Em 2025, a empresa investiu 1,3 bilhão de reais em trilhos. No mesmo ano, os investimentos em mobilidade urbana no Brasil foram estimados em 6 bilhões de reais. (Leandro Fonseca/Exame)


Serra das Araras, da Motiva
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Uma das maiores obras rodoviárias em execução no país já superou 75% de avanço físico. O investimento total é de cerca de 1,5 bilhão de reais, em um novo traçado da Via Dutra, que inclui 24 viadutos e amplia a capacidade da ligação entre Rio de Janeiro e São Paulo. A Motiva investiu 6,5 bilhões de reais em rodovias em 2025. No Brasil, o setor rodoviário recebeu 49,5 bilhões de reais em investimentos em 2025, segundo estimativa da ABDIB. (Leandro Fonseca/Exame)


Data Center, da Ascenty
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As obras do Sumaré 3, novo data center da Ascenty em Sumaré, São Paulo, avançam para ampliar a infraestrutura digital no Brasil. São 3,6 bilhões de reais em investimentos. O projeto terá 90 MW de capacidade inicial, com possibilidade de expansão em mais 90 MW, foco em inteligência artificial e computação em nuvem. A previsão para o início da operação é o terceiro trimestre de 2027. Em todos os projetos, a Ascenty estima investir 1,2 bilhão de dólares no Brasil, cerca de 6 bilhões de reais. Segundo o governo federal, hoje o Brasil conta com 205 data centers em operação e empreendimentos em construção que somam mais de 114,5 bilhões de reais em investimentos. (Leandro Fonseca/Exame)


Estação de Tratamento de Água Bela Fama, da Copasa
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Responsável por uma parcela estratégica do abastecimento da Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais, a ETA Bela Fama recebe um novo sistema de ultrafiltração, tecnologia que adiciona uma barreira de segurança ao tratamento da água. A obra tem investimento de cerca de 230 milhões de reais e capacidade prevista de 3.750 litros por segundo. A Copasa investiu 2,9 bilhões de reais em 2025, recorde da companhia, e 32% acima do ano anterior. Para 2026, a Copasa projeta 3,1 bilhões de reais em investimentos. No país, os investimentos em saneamento básico foram estimados em 44,5 bilhões de reais em 2025, alta real de 35,7% na comparação anual, segundo a ABDIB. (Leandro Fonseca/Exame)


 

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