Corsan: receita de 7,19 bilhões de reais e lucro líquido de 2,41 bilhões de reais (Corsan/Divulgação)
Repórter de ESG
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.
O saneamento do Rio Grande do Sul entrou em uma nova escala. Sob controle da Aegea Saneamento, a Corsan prevê aplicar 15 bilhões de reais até 2033 para ampliar a cobertura de água e esgoto no estado.
Em três anos, a companhia investiu 6 bilhões de reais em obras, tecnologia e melhoria dos serviços. Desde julho de 2023, a média anual de investimentos passou de cerca de 499 milhões para aproximadamente 2,1 bilhões de reais, impulsionada pela nova estrutura de capital e gestão após a privatização.
Sediada em Porto Alegre, a empresa atende atualmente 317 municípios gaúchos e cerca de 6,5 milhões de pessoas. Em 2025, registrou receita de 7,19 bilhões de reais e lucro líquido de 2,41 bilhões de reais, em um período marcado pela expansão da operação e pela integração ao grupo Aegea.
À frente da companhia desde junho de 2023, Samanta Takimi, diretora-presidente e primeira mulher a ocupar o cargo, afirma que o desafio da nova fase da Corsan é transformar o volume de recursos em benefícios diretos para a população.
“O resultado é uma empresa que já fez muito, mas que está estruturada para fazer ainda mais. O próximo ciclo será de escala com eficiência”, diz a executiva.
A estratégia combina expansão da infraestrutura com modernização operacional, por meio de iniciativas como automação, telemetria e setorização das redes. Segundo Takimi, a integração ao grupo Aegea permite incorporar tecnologias e modelos de gestão aplicados em outras operações do país.
O plano está alinhado ao Marco Legal do Saneamento, que estabelece como meta até 2033 a universalização do acesso à água potável para 99% da população e a coleta e tratamento de esgoto para 90%. “O relógio da universalização está correndo”, afirma a presidente.
As enchentes históricas de 2024 no estado reforçaram outra prioridade da companhia: a adaptação e resiliência aos eventos climáticos extremos.
“Aprendemos que a infraestrutura precisa ser pensada não apenas para ampliar cobertura, mas para continuar funcionando diante de enchentes, estiagens, temporais e interrupções de energia”, diz Takimi.
