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MBRF cresce 10% e mostra como escala virou vantagem no mercado de proteínas

Primeiro lugar na lista de Melhores e Maiores no setor de alimentos, a MBRF aposta em disciplina, produtividade e expansão internacional para sustentar seu crescimento

MBRF: a companhia chegou ao topo do setor de alimentos no MELHORES E MAIORES 2026 da EXAME  (MBRF/Divulgação)

MBRF: a companhia chegou ao topo do setor de alimentos no MELHORES E MAIORES 2026 da EXAME (MBRF/Divulgação)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.

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As incertezas que marcaram o setor de proteínas em 2025, em meio a mudanças comerciais e a um cenário internacional mais complexo, não impediram o avanço da MBRF.

A companhia chegou ao topo do setor de alimentos no MELHORES E MAIORES 2026 da EXAME apoiada em escala, diversificação e disciplina operacional. Em 2025, alcançou 164 bilhões de reais em receita, crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

O resultado da companhia aconteceu em um momento de transformação do negócio. Em 2025, a companhia concluiu a fusão de Marfrig e BRF, dando origem à MBRF, uma plataforma combinada de proteínas com maior escala de atuação, presença internacional ampliada e novas oportunidades de eficiência operacional.

Para Miguel Gularte, CEO do conglomerado, o resultado reflete uma estratégia de longo prazo para reduzir a exposição aos ciclos tradicionais do setor de carnes.

“Os mercados externos são um dos principais vetores de crescimento da MBRF, permitindo diversificar receitas, ampliar a captura de valor e atender com mais eficiência à crescente demanda global por proteínas”, diz.

A busca por eficiência ganhou peso na estratégia da companhia. A MBRF estabeleceu como meta capturar 1 bilhão de reais em sinergias até 2028, em áreas como ganhos operacionais e otimização de processos. Segundo a empresa, o objetivo já foi atingido, e o grupo dobrou a meta para 2 bilhões de reais em ganhos.

A expansão internacional é outro pilar do negócio. Em 2025, os Estados Unidos responderam por 45% da receita líquida da MBRF, enquanto Ásia e Oriente Médio representaram 10% e 7%, respectivamente. Desde 2022, a companhia conquistou mais de 200 habilitações para exportação, 34 delas apenas no segundo trimestre de 2026.

O próximo — e permanente — desafio é transformar escala em rentabilidade em um setor marcado pela volatilidade de custos, preços e oferta. A companhia também acompanha os impactos da guerra no Oriente Médio — região relevante para a operação da empresa — e das mudanças nas condições de exportação para a China.

Para Marcos Molina, chairman da MBRF, a próxima etapa é consolidar ganhos de eficiência e avançar em categorias de maior valor agregado, que já representam 39% do volume de vendas nos últimos 12 meses.

“Vamos continuar crescendo de forma sustentável, combinando eficiência, rentabilidade e expansão, com foco em atender à crescente demanda global por proteína animal”, diz.



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