O presidente americano, Donald Trump: as tarifas impostas pelos Estados Unidos não fizeram as empresas chinesas reduzir o preço dos produtos (Yuri Gripas/Reuters)
Gabriela Ruic
Publicado em 5 de dezembro de 2019 às 05h12.
Última atualização em 5 de dezembro de 2019 às 10h13.
Passado mais de um ano e meio da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a imposição de tarifas de importação não tem levado a uma queda significativa nos preços dos produtos chineses exportados para os Estados Unidos, como era de esperar para compensar uma eventual queda na demanda.
De junho de 2018 a setembro de 2019, a redução nos preços dos produtos chineses na origem, antes de ter as tarifas aplicadas a eles, foi de apenas 2%, em linha com o que vem ocorrendo com os preços originais de artigos de outros países, como México, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura e Hong Kong.
É bem menos do que os 20% de redução que o Federal Reserve (banco central americano) estima que seriam necessários para manter o preço final dos produtos chineses inalterado.
Então, quem está pagando a conta do aumento das tarifas? O resultado indica que os consumidores e as empresas americanas acabaram incorporando o aumento. Para os americanos, comprar eletrodomésticos e computadores da China ficou mais caro.
ÁFRICA
É difícil ver a África bem colocada em rankings de igualdade de gênero. Em muitos dos países, ser mulher é perigoso. Apesar disso, o continente desponta como líder global em representatividade feminina no comando das empresas.
Segundo a consultoria McKinsey, as mulheres na África respondem por 25% dos postos nos conselhos e por 22% nas diretorias executivas. O resultado é puxado pelos países subsaarianos. A média europeia é de 23% nos conselhos. O avanço da igualdade de gênero no trabalho poderia aumentar o produto interno bruto da África em 34% até 2025.
ENERGIA
A produção global de energia elétrica por meio de carvão mineral, que responde por 38% do total no mundo, deve registrar uma queda de 3% em 2019, a maior já vista desde 1985. A previsão é do Instituto para Economia e Análise Financeira.
Segundo a entidade americana, a redução é puxada por países da União Europeia e pelos Estados Unidos. No bloco europeu, a queda deve ser de 23% e reflete os avanços das fontes de energia eólica, solar e de gás natural.
Nos Estados Unidos, a redução também é expressiva. A expectativa é de uma queda de 14% neste ano. Até a China, que deve ser responsável por 48% da eletricidade gerada por carvão em 2019, tem feito avanços. O aumento na demanda chinesa por energia tem sido atendido por fontes renováveis, como eólica e solar. É uma boa notícia para a redução das emissões de CO2 mundo afora. No entanto, segundo o Instituto para Economia e Análise Financeira, ainda não é o suficiente para atingir os objetivos fixados no Acordo de Paris.