Revista Exame

Cooperativas de crédito estão na rota do trilhão - e adentram o Brasil

O Brasil é berço do sistema de crédito cooperado na América Latina, que deve alcançar ativos trilionários até meados de 2025

Rafael Nevinski, do Zaandam: grupo planeja expansão com financiamento do Sicredi — a juros menores (Leandro Fonseca/Exame)

Rafael Nevinski, do Zaandam: grupo planeja expansão com financiamento do Sicredi — a juros menores (Leandro Fonseca/Exame)

Antonio Temóteo
Antonio Temóteo

Repórter especial de Macroeconomia

Publicado em 22 de março de 2024 às 06h00.

Última atualização em 30 de março de 2024 às 19h45.

As dificuldades para acessar crédito, empreender e gerar riquezas no Brasil são constantes na vida dos empresários hoje. Imagine na virada do século 19 para o 20. Foi nessa época que surgiu o cooperativismo de crédito no país, importado por quem imigrou para cá — e viu na escassez uma oportunidade para um novo tipo de abundância. Em 2025, os cooperativistas de crédito esperam atingir 1 trilhão de reais em ativos, um marco em uma história de sucesso que se acelerou significativamente nos últimos anos. Com taxa de crescimento anual superior a dois dígitos e vocação para a regionalização, o horizonte das cooperativas é alvissareiro. “O atingimento da marca demonstra inequivocamente o acerto e o sucesso do processo de criação e consolidação do mercado de crédito cooperativo no Brasil”, diz Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central (BC) e um dos responsáveis por fomentar o desenvolvimento do setor. “A finalidade principal naquele momento era, por um lado, aumentar a oferta de crédito aumentando a competição e diminuindo a concentração do mercado. E, por outro, poder disseminar e democratizar a oferta de crédito. O crédito cooperativo é o grande exemplo de sucesso nesse processo.”

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