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Menos volume, mais margem

As seguradoras fecharam 2025 com o maior retorno sobre o patrimônio entre os setores

Bradesco Seguros: ano com ganho de eficiência, mas não de volume (Bradesco /Divulgação)

Bradesco Seguros: ano com ganho de eficiência, mas não de volume (Bradesco /Divulgação)

Lucas Amorim
Lucas Amorim

Diretor de redação da Exame

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.

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O setor de Seguradoras cresceu pouco em 2025, mas ganhou mais. As 66 companhias do Ranking EXAME MELHORES E MAIORES somaram receitas de 533,8 bilhões de reais, avanço de apenas 4,2% sobre 2024. O lucro líquido, porém, subiu 13,1%, chegando a 69,3 bilhões. A margem líquida passou de 12% para 13%, e o retorno sobre o patrimônio ficou em 27,4%, o maior entre os setores analisados — o dobro da média do ranking, de 13,7%.

“Os números mostram um ganho de eficiência, mas não de volume”, resume Samuel de Jesus Monteiro de Barros, do Ibmec. O ativo total do setor ultrapassou 3 trilhões de reais, alta de 12%, puxada por reservas técnicas e carteiras de investimento.

Para Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a melhora das margens resulta da combinação de uma precificação melhor, maior controle sobre a regulação de sinistros, combate a fraudes e impacto positivo dos juros altos sobre o resultado financeiro das empresas do setor. Segundo ele, o mercado como um todo encerrou 2025 com arrecadação de 764,5 bilhões de reais, alta de 1,8% — ainda mais modesta do que a da amostra do ranking das 1.000 maiores.

Entre as empresas, a Bradesco Seguros Participações continua líder, com 118,5 bilhões de reais em receita e lucro de 10,1 bilhões, 11,2% maior. O detalhe está em como esse lucro foi feito: a receita da líder recuou 2,1% no ano. É o retrato do setor em miniatura. A Porto Seguro avançou 16,4% em receita, e a SulAmérica Seguro Saúde ampliou o lucro em 62,6%.

Os números do mercado mostram que ainda há bastante espaço para crescer no Brasil. Somente 15% das residências brasileiras têm cobertura contra danos climáticos, bem abaixo de mercados mais desenvolvidos — na França, por exemplo, raras são as casas que não são seguradas. Outro exemplo emblemático vem do agronegócio: embora o Brasil seja um dos principais produtores de grãos do mundo, apenas 6% da área plantada é segurada.

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