Vibra Energia: avanço de receita e expansão de seus negócios (Vibra/Divulgação)
Editor do Exame INSIGHT
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.
A Vibra Energia, detentora exclusiva da licença da marca Postos Petrobras, encerrou 2025 com avanço de receita e expansão de seus negócios. A companhia registrou receita líquida ajustada de 189,8 bilhões de reais, alta de 9,7% em relação ao ano anterior, e lucro líquido de 1,9 bilhão de reais. Ao longo do ano, a estratégia esteve concentrada no fortalecimento da rede, na ampliação da oferta para clientes B2B, em ganhos de eficiência logística e na disciplina na alocação de capital.
No varejo, a companhia adicionou 404 novos postos à rede em 2025, um recorde de embandeiramento. A estratégia combinou a expansão da rede com o fornecimento seletivo a postos de bandeira branca, potenciais candidatos a futuras conversões. “Resultado sustentável depende de saber onde investir, onde crescer e onde não alocar capital. Foi essa disciplina que permitiu à Vibra crescer de forma estruturada, equilibrando participação de mercado e rentabilidade”, afirma Ernesto Pousada, CEO da Vibra Energia.
No B2B, a Vibra ampliou o portfólio oferecido a clientes empresariais. Além de combustíveis e lubrificantes, a companhia avançou em produtos de maior valor agregado, como o Agritop, diesel premium voltado ao agronegócio, e o Diesel Grid.
Em 2026, a estratégia ganhou um novo impulso. Apenas no primeiro semestre, a Vibra embandeirou 385 postos, mais que o dobro do mesmo período de 2025. A companhia também avançou na eficiência da operação. Com inteligência artificial e modelos preditivos de demanda, reduziu em 900 milhões de reais os níveis de estoque.
O balanço acompanhou o movimento. A alavancagem, que estava em 2,9 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda no segundo trimestre de 2025, caiu para 1,3 vez um ano depois. A redução amplia a flexibilidade financeira da empresa para investir e avaliar novas oportunidades.
Para 2027, a prioridade será transformar a escala construída em mais produtividade e rentabilidade. Parcerias e aquisições também podem entrar no radar, desde que atendam a três critérios: aderência à estratégia, retorno sobre o capital e capacidade de gerar valor. “Uma variável não muda nunca: disciplina na alocação de capital”, afirma Pousada.
