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Longevas e que criam seus mercados: os destaques da categoria R$ 300 mi a R$ 600 mi do NEEX 2026

O Grupo Quadra, de Belém do Pará, aumentou o faturamento em 109,5% com excelência técnica e expertise do cliente e conquistou o pódio da categoria

 (Arte/Exame)

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Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 21h00.

Última atualização em 1 de setembro de 2026 às 09h26.

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O avô de Felipe Couceiro virou empreendedor em uma Belém do Pará de profundas transformações. Há quase meio século, enquanto parte da antiga elite paraense ainda ocupava os palacetes herdados do Ciclo da Borracha, uma nova geração de empresários e executivos buscava outros padrões de moradia na capital.

Engenheiro, Antônio Couceiro enxergou ali uma oportunidade. Criou a construtora que daria origem à Quadra Engenharia e passou a erguer imóveis para o público de alta renda. O negócio atravessou gerações, do avô para o pai e, depois, para o neto, e acompanhou a expansão do mercado de luxo de Belém.

Uma das apostas recentes foi levar à capital paraense um empreendimento residencial em parceria com a marca de design Pininfarina. O projeto ajudou a elevar o faturamento da empresa em 109,5% em 2025, para 583,5 milhões de reais. “No primeiro mês, vendemos o triplo da meta. Foi nosso maior ponto fora da curva”, diz Felipe.

O desempenho colocou a Quadra no topo da categoria de 300 milhões de reais a 600 milhões de reais do Ranking EXAME Negócios em Expansão.

Felipe Couceiro, do Grupo Quadra: “No primeiro mês, vendemos o triplo da meta. Foi nosso maior ponto fora da curva” (Grupo Quadra/Divulgação)

A quase 4.000 quilômetros dali, outra herança empreendedora também segue dando frutos. Em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul, a família Freitas produz alimentos à base de amendoim há 62 anos, no mesmo endereço, sob uma figueira centenária.

Das pastas à paçoca, o negócio da DaColônia está na terceira geração e faturou 354 milhões de reais no último ano. Agora, cresce de olho na saudabilidade, com produtos sem adição de açúcar e proteicos.

Lucas Vargas, da Nomad: “Transformamos o usuário de câmbio pontual em um investidor de longo prazo” (Nomad/Divulgação)

Quadra e DaColônia são empresas familiares, atravessaram gerações e atuam em setores tão antigos quanto o próprio empreendedorismo. Ainda assim, aparecem entre os negócios que mais crescem no país ao lado de operações criadas em mercados que, até poucos anos atrás, praticamente não existiam.

Quem mais se destacou na categoria

É o caso da catarinense PX Center, que usa tecnologia para conectar caminhoneiros autônomos a empresas que precisam reforçar suas operações de transporte em períodos específicos. Em vez de ampliar a frota própria para atender picos de demanda, as companhias encontram profissionais disponíveis pela plataforma. Em 2025, a PX faturou 323,7 milhões de reais, alta de 93%, e ficou em terceiro lugar na categoria.

Também é a história da Modular Data Centers, de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. A empresa foi aberta na pandemia e cresceu 60,9% no último ano, impulsionada pela demanda por infraestrutura para inteligência artificial.

E é também da Nomad, de São Paulo, segunda colocada na categoria. Criada em 2020, quando viajar ao exterior parecia uma atividade sem futuro próximo, a fintech nasceu para simplificar a relação dos brasileiros com o dinheiro fora do país. Começou com conta em dólar e cartão internacional e, em 2025, faturou 514 milhões de reais, alta de 106%.

Um dos motores foi a Nomad Wealth, de investimentos no exterior. Segundo o CEO Lucas Vargas, a plataforma já reúne 8 bilhões de reais em ativos sob custódia e busca transformar quem apenas comprava dólar em investidores de longo prazo.

André Oliveira, da PX Center: “Nossos números são como previsão do tempo: o que projetamos, cumprimos” (PX Center/Divulgação)

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