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Com impulso dos EUA

A Gerdau é a empresa do ano graças a um investimento de longo prazo em internacionalização, principalmente na América do Norte

Gerdau: mais uma vez a melhor na categoria Siderurgia, Mineração e Metalurgia (Lucas Amorim /Exame)

Gerdau: mais uma vez a melhor na categoria Siderurgia, Mineração e Metalurgia (Lucas Amorim /Exame)

Lucas Amorim
Lucas Amorim

Diretor de redação da Exame

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.

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Empresa do Ano na edição 2021 de MELHORES E MAIORES, a Gerdau é mais uma vez a melhor na categoria Siderurgia, Mineração e Metalurgia. A companhia gaúcha, fundada em 1901, fechou 2025 com receita de 69,8 bilhões de reais (aumento de 4% ante o ano anterior) e lucro líquido de 1,4 bilhão (ante 4,6 bilhão em 2024).

O resultado foi suficiente para destacar a Gerdau num cenário desafiador para o mercado siderúrgico no Brasil. O avanço de aço importado da China derrubou a rentabilidade das empresas nacionais. De 2020 para 2025, a participação do produto chinês no mercado local subiu de 9,3% para 20,8%. Nos últimos meses, o volume de importações começou a cair graças a medidas antidumping impostas pelo governo brasileiro para produtos como chapas e aços laminados.

De outro lado, tarifas de 50% impostas pelo governo americano afetaram as exportações brasileiras a nosso principal mercado comprador. A Gerdau se beneficiou graças a uma presença de 27 anos nos Estados Unidos, e a uma revisão do portfólio para priorizar produtos com alto valor agregado, para usos como data centers e usinas de energia solar. A participação dos EUA no Ebitda (o lucro antes de impostos e amortizações) passou de 19%, em 2017, para 74% no segundo trimestre de 2026.

“Nos últimos anos, aprendemos que o portfólio se constrói dia após dia, e soubemos colher os resultados de uma estratégia de longo prazo, com disciplina na alocação de capital, uma atuação próxima aos clientes e aproveitamento das oportunidades em cada mercado”, diz Gustavo Werneck, CEO da Gerdau.

Para impulsionar os resultados no Brasil, a companhia investiu 3,2 bilhões de reais na expansão da mina de Miguel Burnier, em Ouro Preto (MG), e 700 milhões de reais na renovação da operação de aços especiais em Pindamonhangaba (SP). “Temos orgulho de chegar aos 125 anos com essa longevidade e com capacidade de seguirmos nos transformando”, diz Werneck.



 

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