Conheça a primeira mulher presidente de um banco de capital aberto no Brasil

Formada em química, Ana Karina Bortoni Dias, CEO do BMG, é a primeira executiva de um banco no país. Daqui para a frente ela quer mais mudanças

Para a executiva Ana Karina Bortoni Dias, presidente do banco BMG, fundado há 90 anos e atualmente um dos maiores na concessão de crédito consignado no país, o momento é de mudanças profundas no sistema financeiro do Brasil.

Em meio à expansão das fintechs e de inovações no jeitão de movimentar recursos de lá para cá, como o sistema Pix, e à agenda do Banco Central para facilitar a integração dos dados bancários (também chamada de open banking), Dias vê espaço para mais diversidade no comando das empresas desse setor. “Não adianta trazer a nova proposta de banco digital completo se não trouxer um olhar mais diverso, com maior equidade de gênero e racial, e um ambiente em que as pessoas se sintam incluídas”, diz. “Senão você fica só no discurso, uma transformação tem de ser completa.”

A trajetória da executiva é um indício de uma mudança de mentalidade a caminho. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente de um banco de capital aberto no país e uma das pioneiras no mundo — basta lembrar que a primeira mulher nomeada ao comando de um banco de Wall Street, região de Nova York tida como coração financeiro mundial, foi Jane Fraser, do Citi, em setembro do ano passado. Ao ser nomeada presidente do Royal Scotland Bank, em 2019, a britânica Alison Rose tornou-se a primeira presidente mulher de uma instituição sediada na City, centro financeiro de Londres, um dos mais tradicionais do mundo.

Dias chega ao BMG após 20 anos na consultoria McKinsey, onde cuidou de projetos de inovação na área financeira. A experiência, diz ela, a ensinou a ser uma CEO digital. “Uma consultoria dá uma visibilidade de helicóptero sobre o que ocorre numa empresa”, disse a executiva em entrevista ao podcast Como Cheguei Aqui, da EXAME, dedicado a histórias de carreiras bem-sucedidas. “No papel de CEO, é preciso viver o dia a dia, mas é preciso também ver o todo.”

Antes de entrar no mercado de trabalho, Dias passou dez anos estudando na Universidade de Brasília para virar uma cientista — ela quase terminou um doutorado em bioquímica. Para ela, a formação pautada na busca pelas constantes dúvidas e pesquisas para a comprovação de hipóteses, parte do dia a dia da pesquisa acadêmica, foi fundamental para crescer na carreira. “Se você está mais aberto e tem a prática de ouvir diferentes perspectivas, tende a tomar melhores decisões”, diz.

Com a expansão de fintechs que acabaram virando unicórnios, como o banco Nubank e a plataforma de crédito Creditas, Dias vê espaço para uma competição mais ampla pelos clientes e, de quebra, para os bancões se tornarem mais inovadores. Nesse ponto, a presença de entrantes como o BMG faz a diferença, diz ela. “Se houvesse apenas uma maior digitalização, com Pix e open banking, mas as mesmas ofertas, não mudaria nada”, diz ela. “O cliente ia continuar com as mesmas cinco ou seis opções [de bancos].” Se depender de Ana Dias, os clientes de bancos brasileiros verão ainda mais inovações pela frente.


 (Publicidade/Exame)

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