PicPay: salto expressivo com resultado que passou de 170 milhões de reais para 1,24 bilhão de reais (Rogério Cassimiro/Divulgação)
Diretor de redação da Exame
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 06h00.
Juros altos costumam significar crédito mais caro, atividade enfraquecida e aumento dos riscos para quem empresta dinheiro. Em 2025, esse ambiente não impediu que boa parte das empresas de Serviços Financeiros transformasse um crescimento moderado dos negócios em uma expansão bem mais forte dos lucros. As 31 companhias do setor presentes entre as 1.000 maiores do país faturaram em conjunto 115,1 bilhões de reais, 6,1% mais do que no ano anterior. O lucro líquido avançou 16,5%, para 39,6 bilhões de reais.
A melhora alcançou a maior parte do grupo: 24 das empresas da lista ampliaram o lucro. Houve saltos expressivos, como o do PicPay, cujo resultado passou de 170 milhões de reais para 1,24 bilhão de reais, e o da Crefisa, de 571 milhões de reais para 1,11 bilhão de reais. O movimento, porém, não foi uniforme: PagSeguro, Stone e MagaluPay tiveram redução dos ganhos, e três empresas terminaram o ano no vermelho.
Um dos melhores termômetros da melhora está na rentabilidade sobre o capital. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deu um salto de 17% para 20,8%. O avanço veio acompanhado de uma mudança importante na estrutura financeira das empresas. Os ativos cresceram 15,9%, mas o patrimônio líquido encolheu 4,1%.
A combinação de margens financeiras ainda robustas, controle de custos e crescente digitalização permitiu extrair mais retorno do capital empregado. Ao mesmo tempo, fintechs, bancos digitais e empresas de pagamentos continuaram aumentando a pressão competitiva e os investimentos em tecnologia. O saldo de 2025, portanto, foi de maior eficiência e rentabilidade — mas também de mais alavancagem.