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Pânico 6: com retorno nostálgico e muita metalinguagem, novo filme recria o terror divertido

Diante de um clássico das histórias de slasher, gênero de terror com serial killers e psicopatas, a salvação de Pânico VI está na reinvenção do gênero que ele mesmo popularizou

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Pânico VI: a salvação do filme está na reinvenção do gênero que ele mesmo popularizou (Pânico VI/ Paramount/Divulgação)

Pânico VI: a salvação do filme está na reinvenção do gênero que ele mesmo popularizou (Pânico VI/ Paramount/Divulgação)

Nesta quinta-feira, 9, estreia nos cinemas de todo Brasil a continuação de um dos clássicos no cinema de terror: Pânico VI. O sexto filme da franquia, que teve início no final dos anos 1990, retoma a história de Sam (Melissa Barrera) e Tara (Jenna Ortega), iniciadas no quinto filme da sequência, lançado em 2022.

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Mais de 25 anos depois da estreia do primeiro filme (1996), manter a essência da franquia estava sendo um desafio e tanto para a Paramout, especialmente após o frustrado lançamento do Pânico IV, em 2011. O trabalho de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, nesse caso, foi um tanto quanto produtivo: Pânico V ressurgiu das cinzas para salvar a sequência — e o agora Pânico VI deve consolidá-la ainda mais.

Diante de um clássico das histórias de slasher, gênero de terror com serial killers e psicopatas, a salvação de Pânico VI está na reinvenção do gênero que ele mesmo popularizou. O uso continuo de uma metalinguagem, que cria sátira do enredo, é um dos pontos mais altos do filme.E sua homenagem à franquia emociona os fãs mais antigos.

Essa opção de narrativa deixa o público não só nostálgico com a presença de personagens que estrelam a franquia desde 1996, mas também condensa uma atmosfera de tensão digna de deixar qualquer um na ponta da cadeira.

A EXAME POP assistiu ao filme e te traz uma visão de público comum para saber se vale a pena ou não investir na bilheteria. Confira:

O clichê que foge de si mesmo (e funciona)

Se nos primeiros filmes a sátira ao gênero de terror do Pânico era mais sutil, no novo filme da franquia, esses clichês do cinema de terror ficam escancarados. Mas isso tudo faz parte da narrativa, de forma proposital — e recria na categoria um mix de humor e tensão.

A graça da franquia, desde o primeiro filme, é o "espírito detetive" que o roteiro constrói em torno do Ghost Face. No final, a revelação do mascarado era o grande "plot twist" (sempre bem previsível) que amarrava o longa-metragem.

Em Pânico VI, no entanto,  roteiro cria um espaço aberto para discussão dos clichês de filmes de terror que está nas falas dos personagens, nas decisões que eles tomam, no próprio ritmo do filme Mas o que impressiona é que esse mesmo enredo guia as expectativas do público em toda a duração do longa-metragem, trazendo cenas não só inesperadas, como um sentimento de ser, a todo tempo, enganado pela história.

Em outras palavras, pode até ser que a mente principal por trás do Ghost Face fique previsível. Só que até nisso há uma reviravolta, uma cena surpreendente, uma ação inesperada. É como se o roteiro guiasse o leitor a esperar por um clichê de terror, entregando um filme bem mais voltado para ação do que suspense.

E claro: que se satiriza a cada 15 minutos de tela.

Ghost Face sem tempo para perder

As cenas mais icônicas dos filmes de slasher sempre abordaram o principal assassino como uma pessoa bastante calculista, mas lento em alguns momentos decisivos. É o típico clichê da mocinha tropeçando para ser pega pelo monstro, do casal se despedindo etc.

Essa expectativa toda ao redor do gênero pode até criar uma expectativa no público, mas tem seu ritmo quebrado no novo Pânico. Apesar das características ligações — mais um ponto aqui para a nostalgia —, quando o assassino está em cena, ele não perde tempo: é rápido e eficiente, até mesmo com as protagonistas.

Outro ponto que chama a atenção é a duração das cenas nas quais o Ghost Face está na tela. Nos momentos de ação, o público se depara com uma sequência de plot twists, um mix de tensão e desespero que dura mais que o esperado, mantendo ali uma adrenalina constante.

Homenagem aos clássicos com novo protagonismo

Jenna Ortega (“Tara Carpenter”)

Depois de Wandinha (Netflix), ficou quase impossível não conceder mais destaque a Jenna Ortega nesse filme. E a escolha surtiu efeito: a atriz brilhou na encarnação de uma jovem decidida, com um bônus para os conflitos familiares que cercam o roteiro. Ponto principal de Pânico VI, ao lado de Melissa Barrera, que protagoniza o longa, Ortega usa e abusa das táticas emocionais da dinâmica de fraternidade.

Ainda que Sam e Tara ganhem mais protagonismo, Pânico VI não deixa de homenagear seus personagens clássicos com papéis importantes. Courteney Cox (Gale) ilumina as cenas em que está presente — e estrela vários dos melhores momentos do longa —, assim como Hayden Panettier (Kirby). A presença delas nesse filme conduz toda a jornada de nostalgia desses 27 anos da franquia.

Courteney Cox (“Gale Weathers”)

Mas e aí, vale a pena ver no cinema?

Como todo filme do Pânico, o valor do ingresso compensa pela nostalgia. Nesse filme, no entanto, ir ao cinema tem um "quê" a mais: o longa é divertido, tenso, e surpreende pelos plot twists.

A EXAME POP recomenda a bilheteria de Pânico VI, em especial para apreciar a homenagem à toda a franquia, muito bem escrita no roteiro.

Veja o trailer do Pânico 6

Pânico 6 tem boa avaliação do Rotten Tomatoes e IMDb

Se a quantidade de filmes em uma franquia hoje é sinônimo de decadência da história, nesse caso, tem acontecido justamente o contrário. Bem aceito pela crítica, Pânico VI tem atualmente 7,6/10 de nota no IMDb e 78% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Pânico 6 tem cena pós credito?

Na hora de sair do cinema, vale a pena esperar pelo final do letreiro: o filme tem cenas pós-créditos.

Qual é a classificação indicativa Pânico 6?

Por se tratar de um filme de terror e slasher, o filme tem classificação indicativa para maiores de 16 anos.

Qual é a bilheteria do Pânico (franquia)?

Na ordem cronológica de lançamento, as bilheterias da franquia do Pânico é a seguinte:

  • Pânico I: US$ 173 milhões
  • Pânico II: US$ 172,4 milhões
  • Pânico III: US$ 161,8 milhões
  • Pânico IV: US$ 97,2 milhões
  • Pânico V: US$ 140 milhões

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