Startup brasileira Washout quer ser “Uber das lavanderias”

A empresa, fundada em 2019, conecta pessoas que precisam mandar lavar roupa fora com quem tem uma máquina de lavar ociosa em casa

Foi para tentar democratizar o acesso ao serviço de lavanderia que a startup Washout surgiu. Fundada em abril de 2019 pelos amigos Vittor Straus, Rafael Guaspari e Rafael Pereira, a empresa nasceu para ser um “Uber da lavanderia”, conectando pessoas que precisam de um serviço de lavagem de roupa fora de casa com quem está disposto a cuidar das peças de terceiros.

Straus teve a ideia para o negócio ao voltar dos Estados Unidos, onde fez faculdade de administração. Em São Paulo, foi morar em um apartamento que não tinha lavanderia e ficou surpreso com os custos de lavagem em uma lavanderia profissional. Isso o fez imaginar como seria se as pessoas que têm máquinas de lavar em casa se propusessem a vender o serviço de lavagem de roupa. 

Ao conversar com o amigo de colégio Rafael Guaspari, formado em administração pelo Insper, os dois decidiram empreender juntos. Para ajudar no novo negócio, Guaspari trouxe Rafael Pereira, que é seu sócio na agência de comunicação G+P Digital. O trio, então, passou o ano passado estruturando o modelo de negócio da Washout, que só começou a operar de fato no começo de 2020. 

A empresa se propõe a fazer toda a intermediação entre o cliente e a pessoa que lava a roupa, chamada de “washer” pela companhia. O saco de roupa suja é retirado em casa, no dia e horário requisitado pelo cliente, pela equipe da startup. Depois, a roupa é enviada para a casa de um parceiro, que se encarrega de lavar, secar e dobrar cada uma das peças. 

Diferentemente do modelo tradicional de lavanderias, que cobra por peça limpa, a Washout cobra o valor fixo de 25 reais por quilo de roupa lavada. Para garantir que todas as peças sejam entregues com o mesmo padrão de qualidade, a empresa treina os “washers” e oferece verdadeiros de manuais sobre como lavar cada tipo de peça corretamente. Todos os parceiros utilizam os mesmos produtos e precisam respeitar as quantidades testadas e aprovadas pela startup. 

Antes de lavar as roupas, os “washers” precisam fotografar cada uma das peças, para garantir que não haja problemas na devolução. Com exceção das peças premium, como camisas e calças sociais, as roupas são devolvidas sem serem passadas. Os sócios garantem que o processo criado para lavagem e secagem das roupas deixas as peças comuns, como camisetas e shorts, com aparência lisa. 

Do total acumulado com a lavagem, a empresa repassa de 35% a 40% para os parceiros. A taxa cobrada pela plataforma é maior que a de serviços de transporte por aplicativo, como Uber, que fica com 25% do valor ganho pelos parceiros com corridas. A empresa justifica o percentual cobrado alegando que os “washers” podem desempenhar outras atividades enquanto as roupas dos clientes estão dentro das máquinas. Hoje, há oito parceiros ativos na plataforma e mais 48 na fila de espera da startup. 

A logística de retirar o saco de roupas na casa do cliente, deixá-lo na casa do “washer” e depois devolvê-lo no endereço inicial é o maior desafio da startup. Para driblá-lo, a Washout aposta em um sistema de logística própria. A empresa aceita os parceiros conforme seu endereço, para que cada um deles possa atender uma região com grande demanda, assim, as viagens entre a casa do cliente e do “washer” não custam tanto.

Desde o começo do ano até agora, a Washout já lavou mais de 1,2 tonelada de roupa e emprega 16 pessoas. Por mês, a empresa atende entre 50 e 70 clientes número que cresce 30% ao mês. Para acelerar o negócio, a startup recebeu nos últimos meses um aporte de 350.000 reais, que a avaliou em 10 milhões, de um grupo de investidores não divulgado. Com isso, os sócios estão confiantes de que conseguirão ganhar escala no negócio em São Paulo. 

Para isso, a empresa aposta não só nos consumidores finais, mas na possibilidade de conquistar clientes corporativos, como restaurantes, que pagam pela lavagem do uniforme de seus funcionários. Com a reabertura dos estabelecimentos, essa é uma frente de negócio que os sócios pretendem investir.  

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