Para cuidar de cães e gatos, DogHero lança serviço de veterinário em casa

As consultas a domicílio, iniciadas em junho, são a nova aposta da startup para diversificar seu portfólio de serviços

A startup brasileira DogHero, conhecida por seu serviço de hospedagem para cachorros, lança um novo serviço para ajudar os “pais e mães” de cães e gatos. A partir de agora, será possível usar a plataforma da empresa para marcar uma consulta veterinária para o animalzinho de estimação em casa. Por enquanto, o serviço está disponível em alguns bairros das regiões Centro, Zona Oeste e Zona Sul de São Paulo e custa, em média, 150 reais por consulta. 

O modelo de veterinário a domicílio já estava nos planos futuros da DogHero, mas foi acelerado por conta da pandemia de coronavírus. “Começamos a receber pedidos dos clientes, as pessoas estavam receosas de sair de casa, mas não podiam postergar o atendimento veterinário”, diz Eduardo Baer, presidente e cofundador da startup.

Além disso, a companhia sofreu com a crise causada pela pandemia. O setor de turismo foi um dos mais afetados, o que diretamente impacta no negócio de hospedagem de cães. A startup chegou a perder de 80 a 90% de sua receita. Hoje, o negócio se recupera e já está com resultados cinco vezes melhores que no ponto mais baixo da crise, mas ainda fatura menos que em março.

O serviço veterinário, então, é uma boa oportunidade de negócio. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, existem 55,1 milhões de cachorros e 24,7 milhões de gatos no Brasil. Ao todo, o segmento pet movimentou 22,3 bilhões de reais em 2019, com os serviços veterinários correspondendo a 18,4% desse total, em um crescimento de 15% em relação a 2018. 

“Os grandes mercados são banho, tosa e veterinário. Estamos super contentes de estar entrando em um serviço mais mainstream com uma abordagem de valor bem única, cuidando do pet em casa”, afirma Baer. 

Como funciona o serviço

Para contratar uma consulta veterinária a domicilio, o cliente pode usar o site ou aplicativo da DogHero. Por lá, um assistente virtual faz uma triagem para entender as necessidades da visita. Depois, um atendente da empresa entra em contato para fazer o agendamento com um dos veterinários cadastrados. 

Na data agendada, o profissional vai até a casa do cliente, tomando todos os cuidados sanitários, e examina o animal. O acompanhamento dura até 30 dias e, se for necessário, o veterinário retorna para examinar novamente. No final do atendimento, o profissional é avaliado pelo cliente, como acontece em apps como Uber e iFood. 

A DogHero desenvolveu um aplicativo específico para o veterinário. Por lá, ele recebe os pedidos, controla sua agenda e o prontuário de cada animal atendido. Com isso, ele tem um histórico da saúde dos bichinhos, consegue se lembrar facilmente das medicações e vacinas administradas. 

Por enquanto, só cinco veterinários estão cadastrados na plataforma. A empresa fez um processo seletivo com 60 candidatos, mas escolheu não credenciar todos para poder acompanhar de perto a evolução do serviço nos primeiros meses. 

O maior desafio do novo serviço, segundo a DogHero, é a comunicação com potenciais clientes. No serviço de hospedagem, há pouca concorrência direta, mas o segmento de saúde animal é mais fragmentado. “Estamos trabalhando na expansão da marca, para nos posicionar como um hub de serviços para pets”, diz Baer.

Além da hospedagem

Desde 2018, quando passou a oferecer passeios, a DogHero está trabalhando para deixar de ser só um serviço de hospedagens para cachorros. A empresa nasceu com esse propósito em 2014, mas decidiu expandir seu portfólio para ser mais presente no cotidiano dos clientes. 

As hospedagens apresentam um tíquete médio de 220 reais e são usadas, normalmente, cinco vezes ao ano por usuários recorrentes. Os passeios, ainda que tenham um tíquete menor, são usados 50 vezes ao ano. Na ponta do lápis, geram um volume financeiro por cliente maior à DogHero.

Em 2019, após receber um aporte de 27 milhões de reais, liderado pela Rover, plataforma americana semelhante de serviços para cachorros, a empresa criou dois novos serviços: o de creche, em que o animal passa o dia na casa de um anfitrião enquanto o dono trabalha, e o de pet sitter, em que uma pessoa é paga para ir até a casa do cliente dar comida e brincar com seu cachorro ou gato.

Para a DogHero, o serviço de visitas é bom porque permite explorar mais o mercado de gatos domésticos. Esse tipo de animal, muitas vezes, não gosta de mudanças de ambiente e prefere ficar na própria casa.

A longo prazo, os planos da DogHero são trazer para a plataforma, em um modelo de marketplace, serviços como adestramento, banho e tosa. Atualmente, a startup está presente em 930 cidades entre Brasil, Argentina e México e conta com 1,4 milhão de pets cadastrados. 

“Este ano, nossa grande aposta é no serviço veterinário e na recuperação do coronavírus. Queremos estar no final de 2020 acima do que estávamos no início da pandemia”, diz o presidente da empresa.

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