Eles abriram uma carnelouqueria – e garantem que não é gourmet

Empreendedores donos da carnelouqueria Crazy Beef, na Vila Madalena, defendem que o lanche é tradicional e contam os planos para o negócio

São Paulo – Depois da brigaderia e da tapioqueria chegou a vez da carnelouqueria. Sim, uma casa especializada em vender o típico sanduíche de festa de criança feito de carne desfiada e molho no pão francês. Batizado de Crazy Beef, o espaço surgiu na Vila Madalena há cerca de três meses e a notícia ganhou a internet, com direito a indignação dos mais exaltados.

Afinal, gourmetizaram a carne louca?, perguntaram alguns. A resposta é não, garante o dono Christian Caballero. “É uma carne louca que a sua mãe faz. Vamos fazer carne louca de jaca? Não. Nosso lanche é tradicional, no pão francês, e você paga 10 reais. É a carne louca tradicional, boa e barata”, afirma o empreendedor.

A lanchonete, um espaço pequeno com duas mesinhas e um balcão, fica ao lado do bar recém-inaugurado Pátio SP e é dos mesmos donos. “Quando decidimos montar o bar, tínhamos esse espaço ao lado e queríamos fazer algo ali. Ficamos pensando o que ainda não tinha no mercado e lembramos da carne louca”, conta Caballero, que toca o negócio junto com seu pai Edison Caballero, além de dois outros sócios.

Além do lanche – bem servido e temperado, diga-se – o lugar vende também um docinho diferente: paçoca artesanal coberta de chocolate, receita da avó de Christian. No mais, refrigerante, suco, cerveja – e só.

Já a receita da carne louca não tem dono. “Pegamos as receitas da família e entregamos para o nosso cozinheiro, que coloca o toque dele também”, explica o empreendedor. Por enquanto, a carne é preparada na cozinha do Pátio SP.

Expansão

O negócio ainda está em soft-opening, contam os empreendedores. O lançamento oficial da Crazy Beef está previsto para agosto. Até lá, os sócios estão testando o modelo e pegando feedback dos clientes em relação a questões como receita do lanche e horário de funcionamento. Uma das intenções é atender o público que frequenta as baladas do bairro.

“O público da carnelouqueria é todo mundo. Tem a criança que passa na rua com o pai no fim de semana e quer comer, tem a pessoa que trabalha por aqui, vai almoçar e está com vontade de um lanche naquele dia, tem de tudo” diz.

Mesmo com o negócio ainda no início, os sócios já pensam grande. O projeto foi elaborado desde o início para crescer e os sócios já investiram 250 mil reais na ideia. Eles querem levar a marca Crazy Beef para pontos como terminais de ônibus e metrôs, além de shoppings centers. A meta é chegar a 20 unidades até o final de 2018. Se tudo correr bem, o próximo passo deve ser abrir o negócio para franquias e transformar a Crazy Beef numa marca nacional.

Portanto, se você achou a ideia da carnelouqueria estranha, é melhor ir se acostumando. Pelo visto, ela veio para ficar.

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