Com token para massagem, Buddha Spa espera faturar R$ 60 mi em 2022

Rede de franquias de terapias para o corpo comemora o melhor resultado em 20 anos na esteira da preocupação crescente com o bem-estar no pós-pandemia
Gustavo Albanesi, fundador e CEO da rede de franquias Buddha Spa: clientes em home office fazem mais massagens — e em horários mais bem distribuídos na semana (Divulgação/Divulgação)
Gustavo Albanesi, fundador e CEO da rede de franquias Buddha Spa: clientes em home office fazem mais massagens — e em horários mais bem distribuídos na semana (Divulgação/Divulgação)
Por Leo BrancoPublicado em 19/03/2022 08:00 | Última atualização em 18/03/2022 16:40Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A rede de franquias de spas urbanos Buddha Spa vai emitir um criptoativo para permitir o pagamento por serviços como massagens relaxantes e sessões de shiatsu numa das 48 unidades.

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A novidade começa a valer em 28 de março. Chamado de token de utilidade (utility-token, no inglês), um tipo de cripto emitido para alguma serventia específica de uma empresa e comercializado dentro de uma plataforma de criptomoedas, a novidade do Buddha Spa dará direito a voto em decisões estratégicas da empresa e benefícios exclusivos a quem investir nela. 

Um exemplo: quem detiver entre 200 e 1.000 tokens terá até 25% de desconto em serviços da empresa.

A ideia do fundador e CEO do Buddha Spa, Gustavo Albanesi, é atrelar a distribuição de novos tokens à mesma proporção de novos serviços feitos pela rede de spas — uma promessa e tanto, levando em consideração a média de 20.000 terapias realizadas pela rede por mês, em média, no ano passado.

"A cada massagem realizada, um token será distribuído à comunidade", diz Albanesi. "Então, quanto mais a rede cresce, mais os token holders ganham."

Vendidos pela Foxbit, uma das principais plataforma para compra e venda de criptoativos, os tokens custarão inicialmente 1,10 reais. Na primeira fase da iniciativa, 5 milhões de tokens vão circular. 

A ideia do Buddha Spa remonta a 2001, quando Gustavo Albanesi e Jayme Santos, executivos com experiência no mercado financeiro (Albanesi fez parte da operação do Credit Suisse no país) perceberam uma demanda por tratamentos terapêuticos de curta duração para gente com altos níveis de estresse em grandes centros.

De lá para cá, o negócio cresceu pelo modelo de franquias, expandiu o portfólio para mais de 30 terapias e faturou 40 milhões de reais no ano passado. "Foi o melhor resultado da história da rede", diz Albanesi. 

A previsão para 2022 é crescer a receita em mais 35%, para 60 milhões de reais. Por mês, a rede vem abrindo duas unidades, geralmente em regiões nobres dos grandes centros. Até o fim do ano, a meta é chegar a 68 pontos. 

A pandemia tem colaborado bastante para o bom momento do Buddha Spa. O volume de atendimentos aumentou e o uso das instalações e do serviço dos terapeutas está mais bem distribuído na semana. "Hoje em dia, um cliente que está em home office tira umas horinhas pra fazer tratamento no meio da tarde", diz Albanesi. "Antes, essa pessoa só vinha no fim de semana. Com isso, a recorrência aumentou."

Poucas vezes a preocupação com saúde e bem-estar esteve tão em alta como agora. O mercado de wellness deve movimentar 6,5 trilhões de dólares em 2026, segundo a Global Wellness Institute, organização dedicada a estudos sobre o setor. É 2 trilhões de dólares acima do observado em 2019.

No Brasil, o faturamento das franquias de bem-estar, segmento da Buddha Spa, cresceu 5% no quarto trimestre de 2021 e chegou a 35 bilhões de reais, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising. 

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