Negócios

Usiminas vende braço automotivo por R$ 210 milhões

Companhia negociou 100% da operação da Automotiva Usiminas com a Aethra Sistemas Automotivos


	Usiminas: venda do braço automotivo já era aguardada pelo mercado
 (Domingos Peixoto/EXAME)

Usiminas: venda do braço automotivo já era aguardada pelo mercado (Domingos Peixoto/EXAME)

Daniela Barbosa

Daniela Barbosa

Publicado em 14 de junho de 2013 às 10h52.

São Paulo - A Usiminas anunciou, nesta sexta-feira, a venda de 100% das ações de seu braço automotivo para a Aethra Sistemas Automotivos. A aquisição foi fechada por 210 milhões de reais e o montante será pago à vista.

De acordo com comunicado da companhia, o preço da venda poderá ser ainda ajustado, caso sejam apuradas diferenças entre o balanço do primeiro trimestre do ano e o que será apurado na data do fechamento da operação.

"A alienação da Automotiva está alinhada com a estratégia da companhia de priorizar, em seu portfólio, os negócios associados diretamente às suas atividades principais, buscando maximizar seu posicionamento competitivo", disse a empresa, em nota.

A Automotiva Usiminas é uma empresa de autopeças, instalada em Pouso Alegre, no Estado de Minas Gerais. A venda da companhia precisa agora da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Crise

O anúncio não é surpresa no mercado. No início do ano, a companhia já havia adiantando que venderia ativos para driblar a crise que vem enfrentando há pelo menos dois anos.

Em 2011, a Usiminas viu seu lucro despencar a cada semestre e não soube reagir, pressionada também pelo cenário mundial. O avanço da importação, o preço do aço praticado no mercado e até mesmo a variação cambial fizeram as siderúrgicas derraparem no país.

Na divulgação de resultados do ano de 2012, a empresa chegou a afirmar que a venda de ativos não essenciais e não operacionais, como também operacionais deveriam ser anunciadas no primeiro semestre deste ano.

A Usiminas encerrou o primeiro trimestre do ano com prejuízo líquido de 122,7 milhões de reais. No mesmo período do ano passado, a siderúrgica havia acumulado perdas de 36,8 milhões de reais.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasSiderúrgicasSiderurgiaSiderurgia e metalurgiaUsiminasEmpresas japonesasFusões e Aquisições

Mais de Negócios

Acordo com UE abre janela de US$ 190 bi para tecnologia brasileira na moda

Seguradora de 191 anos cria fintech e aposta tudo em IA para chegar aos R$ 4 bilhões

Como o iFood chegou a R$ 10 bilhões apostando em negócios além do delivery

Ele saiu do RS para a Flórida com o 'mínimo para não desistir'. Hoje fatura R$ 11 milhões com saúde