Toyota reabre fábricas na China após protestos

Unidades da montadora no país voltaram a produzir hoje, mas em menor quantidade

São Paulo – A Toyota, montadora que mais vende carro no mundo, reabriu suas fábricas na China depois de dias de paralisação, em meio a protestos contra as empresas japonesas instaladas no país. As manifestações se dão em torno da disputa dos países nos mares. As informações são do Financial Times.

As unidades da Toyota no país voltaram a produzir hoje, mas em menor quantidade, já que a demanda por carros da marca caiu muito nos últimos dias no mercado chinês. “Estamos ajustando a produção com base nas encomendas e vendas que estamos tendo no cenário atual”, disse a Toyota por meio de comunicado, sem dar números da operação.

Ao menos seis navios da guarda costeira de Taiwan, acompanhando dezenas de barcos de pesca, entraram nesta terça-feira nas águas territoriais do Japão em torno das ilhas Senkaku, arquipélago do Mar da China Oriental reivindicado por Taipé, informou a Marinha japonesa.

Espaço perdido

A disputa tem feito com que a Toyota e outras empresas japonesas instaladas na China se tornem alvo fácil de protestos para o conflito entre as duas maiores economias da Ásia. De acordo com o consultor John Zeng, da LMC Automotive, de Xangai, em agosto as montadoras alemãs superaram as japonesas em vendas na China pela primeira vez

“Com a introdução de um grande número de veículos de alta tecnologia da Volkswagen na China, as montadoras japonesas de carros compactos e de médio porte estão perdendo espaço para as empresas alemãs e até coreanas,” afirmou Zeng.

A Toyota espera vender 1 milhão de veículos na China este ano ou pouco mais de um décimo de suas projeções de vendas em todo o mundo. A queda da demanda na China pode afetar também a sua produção no Japão. O jornal Nikkei disse que a produção em uma fábrica de Lexus no sul do Japão, que fabrica veículos de luxo para exportação para a China e outros mercados, estaria sendo cortado em 20%.

A Nissan, montadora que depende da China para uma maior porcentagem de suas vendas do que a Toyota, se recusou a comentar sobre os níveis de produção, mas sugeriu que poderia fazer ajustes nos próximos meses, segundo dados do Financial Times.

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