Toyota confirma posto de número 1 no mundo

As vendas globais da Toyota aumentaram 2% no ano passado na comparação com 2012, chegando a 9,98 milhões de veículos

São Paulo - Com 9,98 milhões de veículos vendidos, a Toyota manteve o posto de maior montadora do mundo em 2013. Neste ano, o grupo japonês espera vender 340 mil unidades a mais, tornando-se o primeiro fabricante do setor automotivo a ultrapassar a barreira de 10 milhões de unidades vendidas em um único ano.

As vendas globais da Toyota aumentaram 2% no ano passado na comparação com 2012. A segunda colocada, a norte-americana General Motors, cresceu 4% e atingiu vendas de 9,71 milhões de veículos.

A Volkswagen, que deve ficar em terceiro lugar no ranking mundial, espera ter vendido entre 9,5 milhões e 9,7 milhões de unidades no ano passado. A companhia alemã só deve divulgar seus números oficiais em março.

“Se alguém tinha dúvidas de quem teria capacidade de atingir primeiro a marca de 10 milhões de carros vendidos, essa é a prova de nossa capacidade”, disse o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade, ao relembrar a crise que o grupo enfrentou em 2010 após uma série de recalls nos Estados Unidos e em outros mercados - incluindo o Brasil.

Ao todo, cerca de 14 milhões de veículos tiveram de voltar às concessionárias para reparos entre 2009 e 2010. O principal alvo das convocações por defeito de fabricação foi o sedã Corolla, modelo mais vendido da marca.

A Toyota chegou à liderança do mercado mundial de veículos em 2008, desbancando um reinado de 77 anos da GM. Manteve-se no posto nos dois anos seguintes, mas o perdeu em 2011 em razão de problemas de falta de componentes enfrentados após o terremoto seguido de tsunami ocorrido no país no início daquele ano. Em 2012 recuperou a coroa, com vendas de 9,75 milhões de veículos, e repetiu o feito em 2013.


A diferença de vendas entre as duas marcas, contudo, diminuiu de 451 mil unidades em 2012 para 270 mil no ano passado, graças ao bom desempenho no ano passado da fabricante norte-americana na China e nos Estados Unidos.

Um plano apresentado pela Toyota em 2007 previa ultrapassar a marca de 10 milhões de veículos vendidos em 2009. Ao que parece, será atingido com cinco anos de atraso. Naquele mesmo ano a Volkswagen também colocou a meta dos 10 milhões com objetivo a ser atingido até 2018.

Akio Toyoda, neto do fundador e presidente do grupo desde 2009, disse recentemente à publicação especializada Automotive News que, atualmente, a companhia não está “em busca de volume de produção e vendas”. Segundo ele, “uma atitude mais agressiva resulta na produção de carros ainda melhores, mudando a forma como produzimos carros.”

Crescimento no Brasil

Do total de 9,98 milhões de veículos vendidos no ano passado, 7,6 milhões, ou 76%, foram comercializados pela Toyota fora do Japão. A marca vendeu aproximadamente 2,24 milhões de automóveis nos Estados Unidos e 917 mil na China.

No Brasil, a marca, sétima no ranking nacional, vendeu volume recorde de 176 mil carros em 2013, o que representou crescimento de 54,8% em relação ao ano anterior. Foi a segunda marca que mais cresceu no País, atrás da coreana Hyundai, cujo desempenho superou em 96% os números de 2012, somando 212,9 mil unidades.

O campeão de vendas no País, com 62 mil unidades, foi o compacto Etios, que começou a ser produzido na nova fábrica da Toyota inaugurada em Sorocaba (SP) na segunda metade de 2012. O modelo marcou a entrada da fabricante japonesa no segmento de carros pequenos, que responde por mais de 70% das vendas locais.

Para este ano, Andrade projeta um crescimento de 3% nas vendas brasileiras, para cerca de 182 mil unidades.

Em março, a Toyota iniciará em Indaiatuba (SP) a produção do novo Corolla, que será similar à versão europeia, mais sofisticada que a americana, recém-lançada nos EUA.

Para o mercado total brasileiro, a previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é de alta de apenas 1,1% nas vendas este ano. Em 2013, foram vendidos 3,767 milhões de veículos, 0,9% a menos que no ano anterior. Foi a primeira queda registrada pelo setor em uma década. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.