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Telefônica se diz concentrada na compra da GVT

Empresa afirmou também que não foi procurada pelo BTG Pactual sobre uma oferta conjunta pela TIM Participações

São Paulo - A Telefônica Brasil está concentrada no processo de compra da empresa de banda larga GVT e não foi procurada pelo BTG Pactual sobre uma oferta conjunta pela TIM Participações, afirmou nesta terça-feira o presidente da unidade brasileira do grupo espanhol Telefónica, Antonio Carlos Valente.

O executivo disse ainda que a Telefônica Brasil espera concluir a aquisição da GVT em meados de 2015.

"O que desejamos é que o mercado seja racional, para atender as demandas da sociedade, mas que tenha sustentabilidade", disse o executivo a jornalistas durante a feira de telecomunicações Futurecom.

A Telefônica Brasil vem sendo citada há meses pelo mercado como uma das companhias que poderia fazer oferta em conjunto com outras operadoras pela TIM Participações.

Em agosto, a Oi, anunciou a contratação do banco BTG Pactual para ajudá-la em uma eventual oferta de aquisição da TIM. Perguntado sobre se a Telefônica Brasil já foi contatada pelo BTG sobre interesse em uma oferta pela TIM, Valente respondeu negativamente. "Eles não entraram em contato com a Telefônica no Brasil."

"Nosso assunto no Brasil é a GVT. Nosso foco é esse", disse o executivo. A Telefônica espera concluir a aquisição da operadora até meados do próximo ano. Mais cedo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a operação deverá ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fechada em setembro, a compra da GVT pela Telefónica foi baseada em uma operação de cerca de 22 bilhões de reais. Valente lembrou que o negócio envolveu aumento de capital e que a Telefônica Brasil apresenta atualmente baixo nível de endividamento.

Segundo ele, algumas operadoras por vezes têm promovido no Brasil ofertas que "pecam um pouco em racionalidade". Ele não citou nomes, mas afirmou que a consolidação do setor é uma das formas de o mercado "ser racional".

Valente afirmou ainda que o mercado brasileiro atravessa momento extremamente desafiador, com concorrentes fortes, mas sendo um dos poucos setores da economia que não tem conseguido repassar a alta da inflação aos consumidores.

Na avaliação do executivo, a consolidação do mercado brasileiro está inserida em um contexto global em que as operadoras estão tendo de lidar com forte necessidade de aumento nos investimentos em rede uma vez que o uso de serviços de dados passa por grande aceleração entre os usuários.

"Esse crescimento explosivo exige investimento e operadoras menores acabam ficando incapazes de atender a essa demanda", disse Valente. Perguntado se outro movimento de consolidação poderia ocorrer ainda este ano ou no próximo, o executivo respondeu que "o que podemos olhar um pouco adiante é que esse processo (de aumento de demanda por dados e investimentos em rede) só vai acelerar".

Atualizada às 14h54

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