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Startup que fomenta a leitura e escrita recebe R$ 36 milhões e quer criar a própria IA generativa

A rodada de investimentos na Letrus foi liderada pelo fundo Crescera Capital e pela gestora americana Owl Ventures

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Alessandro Arpetti, Thiago Rached, Renata Grando e Luis Junqueira, da Letrus: inteligência artificial generativa vai alterar a experiência com o programa (Gil Silva/Divulgação)

Alessandro Arpetti, Thiago Rached, Renata Grando e Luis Junqueira, da Letrus: inteligência artificial generativa vai alterar a experiência com o programa (Gil Silva/Divulgação)

A edtech Letrus finalizou um processo de captação iniciado em agosto de 2022 com o recebimento de R$ 36 milhões. A startup paulistana oferece uma plataforma, alimentada por inteligência artificial, para melhorar os processos de leitura e escrita de alunos de escolas públicas e privadas. 

O programa é usado nas salas de aulas conectado com as atividades pedagógicas. À medida que os alunos fazem os exercícios, o sistema dá feedbacks, recomendações e sugestões. E os professores, por outro lado, podem rapidamente compreender os níveis de aprendizagem e evolução dos alunos e das turmas.   

A captação da Letrus foi liderada pelo fundo brasileiro Crescera Capital, conhecido por investimentos em negócios da educação Ânima e Alura/FIAP, e pela Owl Ventures, gestora americana dedicada ao universo educacional. 

Participaram também o Altitude, fundo ancorado pela Península, o BID Lab, unidade Banco Interamericano de Desenvolvimento focada em investimentos em inovação. E ainda a Fundação Lemann e a VélezReyez+, criada por David Vélez, fundador e CEO do Nubank, e Mariel Reyez, fundadora do Reprograma, além de investidores-anjo.   

O valor captado tem como destino principal a inovação, a partir do desenvolvimento de uma inteligência artificial proprietária. “Isso que permite que tenhamos uma profundidade, uma precisão e uma personalização muito maior”, afirma Thiago Rached, CEO e cofundador da Letrus. 

A startup já opera com uma tecnologia de IA própria, mas o objetivo é sofisticar o sistema avançando para a AI generativa. A inovação permite uma interação mais fluida, bidirecional, ao estilo de uma conversa. “Altera a experiência do estudante”, diz. 

Os recursos também serão direcionados para o fortalecimento do time de marketing, criando uma estrutura de diretoria para impulsionar as estratégias comerciais e de vendas.

Como a Letrus foi criada

Além de Rached, a startup tem como cofundador o professor de português Luis Junqueira. Os dois se conheceram na Fundação Lemann em 2013, quando Junqueira participava de um programa de empreendedorismo em que o hoje sócio era consultor. Por um tempo, só compartilharam as angústias em relação ao futuro da educação. 

Rached tinha passado pelo Monashees capital, período em que se debruçou em startups de educação. Junqueira havia trocado o curso de economia por letras ao participar de um projeto social e perceber a dificuldade dos estudantes com a leitura. Em 2017, a Letrus entrou em operação e logo depois ganhou outros dois sócios: Alessandro Arpetti e Renata Grando.

Quais os próximos passos da Letrus

Apesar do interesse na geração de impacto, a startup cresceu com a oferta de serviços para as escolas privadas, até por ser uma via mais acessível e menos burocrática. Do faturamento, 80% são oriundos deste canal. 

A chegada do dinheiro coincide com a entrada de novos produtos e mercados. Os sócios percebem cada vez mais abertura para escalar os serviços nas escolas públicas, um setor que por muitos anos só acessaram por meio de parceiros, como fundações e instituições externas. O primeiro contrato com um estado veio no ano passado com o governo do Espírito Santo. 

“Nós atendemos todos os alunos do terceiro ano das escolas estaduais e, em apenas um ano, o estado se tornou o primeiro do Brasil em redação do Enem, algo que nunca tinha acontecido antes”, afirma Rached. “Superadas essas barreiras, esse caso abriu portas e nos credenciou para abordar outros governos”.

A startup também começa a colocar no mercado um programa para alunos do fundamental. Testado ao longo deste ano em escolas privadas, o produto chega oficialmente em 2024, procurando atrair tanto redes privadas quanto públicas, com negociações em nível municipal. 

A ambição da Letrus é chegar a 1 milhão de estudantes usando a plataforma no intervalo dos próximos dois anos. Daí, o foco em criar uma área de marketing mais parruda para abrir canais de diálogo nessas novas frentes. Hoje, o serviço está disponível em 630 escolas, mas a empresa não abre o número total de alunos. 

No último balanço encerrado em março deste ano, a startup cresceu cinco vezes. No ciclo atual, a expectativa é de que fique entre três e quatro vezes.

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