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Com IA, BridgeWise quer ajudar investidor leigo e que não fala inglês — e tem R$ 66 milhões para tal

Startup israelense recebeu aporte de US$ 13 milhões para levar suas análises de ações em diversos idiomas para papéis menos populares nas bolsas

Ações: startup BridgeWise quer ampliar acesso a papeis de empresas em todo o mundo (Yuichiro Chino/Getty Images)

Ações: startup BridgeWise quer ampliar acesso a papeis de empresas em todo o mundo (Yuichiro Chino/Getty Images)

O interesse por bolsas de valores tem aquecido o negócio de startups que pretendem democratizar investimentos em companhias abertas mundo afora. É o caso da BridgeWise, startup israelense com sede em Tel Aviv, que acaba de captar 13 milhões de dólares (cerca de R$ 66 milhões) em rodada liderada pelo Grupo 11.

Outros participantes da rodada incluem:

  • Mangrove VC
  • Investidores privados adicionais
  • L4 Venture Builder, fundo de investimento independente da B3.

No caso da L4, o aporte financeiro depende da aprovação do fundo por reguladores locais.

O que a empresa faz

Fundada em 2019 em Tel Aviv, a empresa usa algoritmos de inteligência artificial para analisar mais de 44.000 empresas de capital aberto em todo o mundo. Para os usuários, a BridgeWise gera relatórios de pesquisa e recomendações detalhadas de compra, venda ou hold de ações em poucos minutos.

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O racional do negócio está em ampliar o acesso a pesquisas de qualidade sobre essas companhias, o tipo de informação que historicamente é de difícil alcance, especialmente por pessoas mais leigas e com pouca familiaridade com o mercado de ações.

"Preenchemos a lacuna para permitir que qualquer tipo de investidor - institucional ou de varejo - entenda sua posição no mercado, em qualquer tipo de ação, em qualquer idioma, de maneira profissional, mas simplificada", diz Dor Eligula, cofundador e diretor de negócios da BridgeWise.

Um dos pontapés para isso está na entrega de relatórios em diversos idiomas, facilitando a compreensão de investidores globais que carecem da fluência em inglês. Em outra frente, a ideia é trazer luz a ações tipicamente negligenciadas por boa parte das pesquisas feitas por analistas, por não se tratarem de ações mais caras aos investidores — as chamadas blue chips, no jargão do setor. Juntas, elas somam cerca de 10% das ações negociadas em bolsa, segundo os fundadores.

O foco da startup, segundo o fundador, está nos 90% restantes, compostos por ações menores e menos populares. "Qualquer que seja a ação que uma pessoa queira pesquisar, seja uma ação blue chip como a Apple ou de uma pequena empresa em um mercado emergente, é possível fazê-lo com o clique de um botão", diz Eligula. “Quase não temos pontos cegos".

"A análise da BridgeWise é imparcial e impulsionada apenas por dados", acrescentou Eligula. “O investidor médio não conhece os interesses dos analistas que escrevem relatórios de pesquisa sobre ações. Com nossos relatórios, ele sabe que não há nenhum."

Quem são os sócios

A BridgeWise foi fundada por Gabriel Diamant, Dor e Or Eligula,e Mor Haza, executivos com experiência na gestão de fundos com ativos diversificados. Antes da BridgeWise, eles cuidavam de um fundo que manteve bons resultados na pandemia a partir das análises que viriam embasar a atuação da nova startup. “Ao simplesmente perceber que chegou o momento de retornar à análise como fundamento para investimento, reconhecemos a importância de nossa missão – reduzir a falta de informações e ampliar a instrução sobre finanças", afirma Diamant.

Or Eligula, Gabriel Diamant, Dor Eligula, Mor Hazan, sócios da BridgeWise (Bridgewise/Divulgação)

Quem são os clientes

Os principais clientes da BridgeWise são consultores financeiros, gerentes de investimentos e pequenas e médias empresas (PMEs). Além deles, varejistas também costumam acessar a plataforma da startup para corretagem de suas ações online. Atualmente, a startup tem mais de 1 milhão de usuários nos cinco continentes.

Com o aporte, a BridgeWise mira a expansão em novos mercados e melhorias de sua tecnologia. Na lista, está o aprimoramento da interface do usuário, a adição de funcionalidades e também a incorporação de critérios ESG nas análises.

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