Negócios

S&P reduz classificação do Wells Fargo após sanção do Fed

O banco central americano exigiu uma mudança drástica nas operações do banco com a substituição de quatro membros do conselho diretor

Wells Fargo: a nota agora é "A-/A-2", em vez de "A/A-1" anterior (Spencer Platt/Getty Images)

Wells Fargo: a nota agora é "A-/A-2", em vez de "A/A-1" anterior (Spencer Platt/Getty Images)

A

AFP

Publicado em 7 de fevereiro de 2018 às 18h48.

A agência de classificação Standard e Poor's (S&P) rebaixou a nota de solidez financeira do Wells Fargo nesta quarta-feira (7), devido à severa sanção imposta pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) ao banco da Califórnia na semana passada.

A nota agora é "A-/A-2", em vez de "A/A-1" anterior.

O Wells Fargo, responsável por um grande escândalo de contas falsas, está proibido de se expandir até tomar medidas para corrigir seus erros, um movimento sem precedentes para uma instituição deste tamanho, tomada em 2 de fevereiro pelo Fed.

O banco central americano exigiu uma mudança drástica em suas operações com a substituição de quatro membros do conselho diretor.

"A degradação continua" com as ações do Fed, que congela a expansão e o crescimento de todos os seus ativos no final de 2017, até que o grupo melhore sua administração e seus controles o suficiente", afirmou o S&P em nota.

Isso "reflete nosso senso de que o risco é maior do que pensamos anteriormente, e o processo para melhorar a gestão e as medidas relacionadas aos riscos operacionais podem demorar mais do que o esperado", acrescentou a agência classificadora.

Entre 2002 e 2017, o Wells Fargo admitiu ter aberto 3,5 milhões de contas fictícias em nome de seus clientes, o que permitiu que seus funcionários recebessem prêmios relacionados à venda de novos produtos.

 

Acompanhe tudo sobre:Fed – Federal Reserve SystemWells FargoStandard & Poor's

Mais de Negócios

Acordo com UE abre janela de US$ 190 bi para tecnologia brasileira na moda

Seguradora de 191 anos cria fintech e aposta tudo em IA para chegar aos R$ 4 bilhões

Como o iFood chegou a R$ 10 bilhões apostando em negócios além do delivery

Ele saiu do RS para a Flórida com o 'mínimo para não desistir'. Hoje fatura R$ 11 milhões com saúde