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Rossi pode abandonar setor de shoppings em 2014

Companhia prevê que subsidiária deve vender dois shoppings no primeiro semestre do ano, estimados em 80 milhões a 100 milhões de reais


	Prédios da Rossi em construção: empresa deixará o negócio de shoppings para se dedicar exclusivamente à incorporação imobiliária
 (Germano Lüders/EXAME.com)

Prédios da Rossi em construção: empresa deixará o negócio de shoppings para se dedicar exclusivamente à incorporação imobiliária (Germano Lüders/EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 17 de dezembro de 2013 às 15h54.

São Paulo - A Rossi Residencial prevê que sua subsidiária Rossi Commercial Properties deve vender dois shoppings no primeiro semestre de 2014, estimados em 80 milhões a 100 milhões de reais, afirmou o presidente-executivo da construtora e incorporadora, Leonardo Diniz.

Ele adicionou que a empresa deixará o negócio de shoppings para se dedicar exclusivamente à incorporação imobiliária.

Os shoppings, que estão sendo desenvolvidos como partes de projetos de incorporação residencial em Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR), continuarão sendo tocados pela companhia, que busca inquilinos para os espaços.

"É muito mais fácil atrair investidor de renda (proveniente da locação)", disse Diniz a jornalistas, após reunião da empresa com analistas nesta terça-feira.

Em outubro, a companhia fechou a venda de sua participação no empreendimento North Shopping Jóquei, em Fortaleza (CE) por 80 milhões de reais, recebendo um valor líquido de 56,7 milhões pela operação.

A Rossi, cujos lançamentos se encontram no patamar de 900 milhões de reais no acumulado de 2013, deve encerrar o ano perto dessa cifra, afirmou Diniz.

O executivo disse ver um quarto trimestre morno, afetado por certo pessimismo em relação à economia brasileira, e que as vendas medidas pela Velocidade sobre Oferta (VSO) no período devem ser semelhantes às do terceiro trimestre.

Segundo o diretor financeiro da companhia, Rodrigo Medeiros, a Rossi trabalha para fechar o ano dentro do teto de endividamento de 105 a 115 por cento de seu patrimônio líquido.

Para o próximo ano, os esforços continuarão centrados na geração de caixa e redução da alavancagem, sem metas para lançamentos. "Queremos rentabilidade. Já sabemos que tamanho no setor não adianta muito", disse Diniz.

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