Rolls-Royce estaria envolvida na corrupção da Petrobras

Empresa, que fabrica turbinas de gás para as plataformas petroleiras da Petrobras, teria pago propina para conseguir um contrato de 100 milhões de dólares
Petrobras: Rolls-Royce, que fabrica turbinas de gás para as plataformas petroleiras da Petrobras, teria pago propina para conseguir um contrato de 100 milhões de dólares (Yasuyoshi Chiba/AFP)
Petrobras: Rolls-Royce, que fabrica turbinas de gás para as plataformas petroleiras da Petrobras, teria pago propina para conseguir um contrato de 100 milhões de dólares (Yasuyoshi Chiba/AFP)
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Da RedaçãoPublicado em 16/02/2015 às 12:19.

Londres - A empresa britânica Rolls-Royce estaria envolvida no escândalo de corrupção da Petrobras - é o que afirma o jornal britânico Financial Times nesta segunda-feira.

A Rolls-Royce, que fabrica turbinas de gás para as plataformas petroleiras da Petrobras, teria pago propina para conseguir um contrato de 100 milhões de dólares, segundo revelação de Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, citado pelo jornal econômico britânico.

Barusco admitiu à polícia ter recebido pelo menos 200.000 dólares do grupo britânico. A Rolls-Royce também teria subornado em dinheiro outros funcionários da Petrobras e políticos.

"Não sabemos detalhes das acusações, nem fomos contatados pelas autoridades brasileiras", disse um porta-voz da Rolls-Royce.

"Queremos que fique absolutamente claro que não toleraremos comportamentos inadequados de nenhum tipo na condução dos negócios e que tomaremos todas as medidas cabíveis para garantir o cumprimento das leis, incluindo a cooperação com as autoridades", disse o porta-voz, em declaração transmitida à AFP.

A Rolls-Royce se viu envolvida em assuntos similares em outros países. O Serious Fraud Office (SFO), que luta contra a corrupção financeira no Reino Unido, abriu em 2013 uma investigação para esclarecer supostos casos de corrupção na China e na Indonésia.

As acusações se traduziram numa queda de valor das ações da empresa na bolsa de Londres.

"O acúmulo de acusações de corrupção" contra a Rolls "é preocupante", explicou Christophe Menard, analista da consultoria Kepler Cheuvreux.