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Por pandemia, Rock in Rio é adiado para setembro de 2022

Festival de música movimentou R$ 1 bilhão na última edição e estava marcado para setembro deste ano

Festival foi adiado por causa da covid-19 (Alexandre Schneider/Getty Images)

Festival foi adiado por causa da covid-19 (Alexandre Schneider/Getty Images)

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Karina Souza

4 de março de 2021, 21h54

O Rock in Rio, festival de música realizado a cada dois anos, será adiado para setembro de 2022 -- originalmente, o evento estava marcado para o mesmo mês, neste ano. A organização do evento decidiu tomar essa decisão baseada na evolução da pandemia da covid-19. Em 2019, última edição realizada no Brasil, o festival movimentou R$ 1 bilhão e contou com a presença de 595 mil pessoas.

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Agora, a previsão é a de que o evento seja realizado nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Entre as bandas que se apresentariam este ano, estão Iron Maiden, Megadeth e Sepultura, em uma estreia voltada aos fãs do metal. A empresa afirma que as atrações para o festival do ano que vem serão anunciadas ainda em 2021.

Além da edição brasileira, o Rock in Rio Lisboa também foi adiado. A edição estava prevista para junho deste ano também passará para o mesmo mês em 2022. Em Portugal, será realizado nos dias 18, 19, 25 e 26 de junho.

No ano passado, a empresa de Roberto Medina estava confiante a respeito do fim da pandemia e previa a realização do evento, adotando as medidas de segurança necessárias.

Eventos x covid-19

Já em 2021 o cenário é bem diferente: em meio a lockdowns em diferentes estados, diferentes eventos programados para este ano tiveram de ser cancelados. Pensando na recuperação do setor, a Câmara deve votar o Projeto de Lei 5638/20 que tem como objetivo oferecer incentivos tributários a fim de que as empresas possam se reerguer no pós-pandemia.

Para ter uma ideia do volume perdido em razão da covid-19, uma estimativa da Associação Brasileira de Promotores de Eventos mostra que o prejuízo já alcançou R$ 4,65 bi e fechou 450 mil vagas.

Ainda assim, especialistas reforçam a necessidade de distanciamento social para conter o avanço da covid-19. Hoje, no Brasil, a covid-19 fez 1.786 vítimas fatais, totalizando 5 mil em três dias --  números que representam o recorde do alcance da doença. Em pouco mais de um ano da chegada do coronavírus, o país tem 261.188 óbitos e 10.796.506 casos confirmados da doença.