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Apresentado por DOCUSIGN

Reforma Tributária: por que a IA se tornou essencial para a revisão de contratos em larga escala

Com transição até 2033, nova lei força revisão de acordos; especialistas apontam IA como aliada em renegociações complexas

 (Docusign/Divulgação)

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EXAME Solutions
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Publicado em 16 de abril de 2026 às 15h00.

Última atualização em 16 de abril de 2026 às 16h22.

Implementada em janeiro de 2026 e com transição até 2033, a Reforma Tributária impõe um desafio imediato às empresas brasileiras: além de adaptar suas operações ao novo modelo, as organizações precisarão revisar, em poucos meses, milhares de contratos com clientes e fornecedores. Caso contrário, o risco vai de perdas financeiras à insegurança jurídica.

“As empresas que não revisarem seus contratos enfrentarão erosão das margens de lucro e litígios com clientes e fornecedores”, afirmou Bruna Bellini, sócia da Deloitte, durante o Momentum 26 — evento anual da Docusign, empresa de gestão inteligente de acordos, realizado no Teatro Santander, em São Paulo, em 1º de abril.

Mais do que uma atualização regulatória, a reforma altera a lógica de formação de preços e exige revisão estrutural das relações contratuais. O novo sistema substitui tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por modelos como CBS e IBS, deslocando a cobrança para o destino e tornando os impostos mais transparentes — e mais dependentes da redação dos contratos.

“Se não colocarmos essas mudanças nos contratos, corremos o risco de perder competitividade ou margem ao longo do tempo”, disse Márcio Panassol, também sócio da Deloitte.

Durante a apresentação no Momentum 26, ele mostrou a complexidade do cenário. Se em 2026 as regras estão em fase de testes, elas passarão  a valer com multas a partir de 2027. As empresas têm, na prática, apenas oito meses para se organizar. Panassol citou o caso de uma companhia com cerca de 3 mil contratos ativos, por exemplo, que terá de revisar cerca de 100 contratos críticos por mês, até o fim do ano, distribuindo dezenas de negociações entre equipes enxutas.

Além disso, será preciso atuar de forma colaborativa com parceiros. “Se um cliente não estiver pronto para a Reforma Tributária, ele não pode emitir notas fiscais. Isso impede a entrega do produto e pode afetar toda a produção”, declarou Panassol.

Escala operacional

Sem possibilidade de expandir equipes na mesma proporção e diante da complexidade das mudanças, o desafio tem levado companhias a buscar soluções tecnológicas para ganhar escala. Nesse contexto, plataformas como o Docusign   IAM, que incorporam inteligência artificial à gestão de contratos, passam a ocupar papel central para tornar o processo executável.

Pioneira em assinatura eletrônica, a Docusign      se posiciona hoje como plataforma de gestão inteligente de acordos, defendendo o contrato como fluxo contínuo, da criação à gestão. A proposta integra criação, formalização e gestão em um único ambiente, com dados estruturados e conectados a outras áreas.

Essa abordagem ganha relevância diante da urgênciaimposta pela Reforma Tributária.      Pesquisa da Deloitte apresentada no evento mostra que 62% das empresas têm dificuldade em localizar contratos, enquanto metade enfrenta gargalos nos fluxos de aprovação. “Estamos falando de um processo historicamente ineficiente e pouco explorado em geração de valor. A Reforma Tributária escancara essa necessidade”, afirmou Heitor Miranda, líder do jurídico da Docusign na América Latina.

Diferencial competitivo

A resposta da Docusign ao desafio passa pelo uso de inteligência artificial aplicada ao universo contratual. Na prática, o Docusign IAM identifica cláusulas, classifica documentos e sugere ajustes com base em políticas definidas pelas empresas.

Tarefas antes manuais — como leitura contrato a contrato ou busca por termos — passam a ser automatizadas, reduzindo drasticamente o tempo de revisão. “Tentar fazer isso manualmente pode ser uma operação kamikaze”, alertou Miranda.

Além disso, a IA permite extrair informações estratégicas dos contratos — como local de entrega de produtos ou prestação de serviços —, dados essenciais em um modelo tributário baseado no destino. O núcleo da solução é o Docusign Iris, motor de IA desenvolvido com base em mais 200 milhões de contratos consentidos por clientes.

“O Iris entrega uma solução única, com precisão superior às de qualquer LLM, modelo de linguagem de grande escala, genérico”, explicou Christiano Lucena, vice -presidente e diretor-geral da Docusign para a América Latina, na abertura do evento. Com sua biblioteca de cláusulas, a ferramenta pode reduzir em até 80% o tempo de busca por termos e gerar até 94% mais agilidade na criação e revisão de contratos.

Apesar do avanço, a empresa reforça que a IA atua como suporte — e não substituição — da decisão humana. “A empresa define critérios e estratégias; a IA executa e dá escala”, ponderou Miranda. O modelo combina automação com governança, incorporando segurança de dados, transparência e precisão.

Esses pontos ganham relevância em processos sensíveis como a revisão contratual em larga escala e podem ser úteis também na relação com parceiros. “Hoje, clientes e fornecedores esperam transparência, segurança e precisão no uso de IA”, afirmou o executivo.

Momentum 26: o evento

Além da discussão sobre Reforma Tributária e IA, o Momentum 26 reuniu debates relevantes para o universo corporativo. Um dos destaques foi a participação da neuropsicóloga Maria Maia, que abordou como treinar o cérebro para aproveitar melhor a inteligência artificial sem perda de capacidades cognitivas.

Outro momento foi a premiação Docusign Customer Awards 2026, que reconheceu os resultados alcançados por empresas como IGA - Itaú Gestão de Ativos, Milky Moo, CIEE e Fundação Roberto Marinho pelo uso de tecnologia para acelerar operações, reduzir custos e aumentar a eficiência.

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