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Prumo, antiga LLX, quer diversificar fontes de receita

Companhia realizou a primeira operação comercial no canal do Terminal 2 (T2) do Porto de Açu


	Constução do Porto de Açu: terminal realizou o primeiro embarque de minério de ferro há um mês
 (Ricardo Moraes/Reuters)

Constução do Porto de Açu: terminal realizou o primeiro embarque de minério de ferro há um mês (Ricardo Moraes/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 14 de novembro de 2014 às 19h48.

Rio - Menos de um mês após o primeiro embarque de minério de ferro no Terminal 1 (T1) do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), a Prumo Logística Global realizou nesta sexta-feira, 14, a primeira operação comercial no canal do Terminal 2 (T2), com a atracação do navio Happy Dynamic no cais da fábrica de tubos da NOV.

A expectativa é que outros cinco navios atraquem no porto este ano e que em 2015 a empresa tenha outras fontes de receita firmes além do aluguel de suas áreas.

A Prumo é a antiga LLX, braço de logística de Eike Batista, controlada desde outubro do ano passado pela americana EIG.

Segundo o presidente da companhia, Eduardo Parente, além da movimentação de navios a Prumo conta com o início de operação do Terminal Multicargas (TMULT), de carga geral, no meio do ano que vem.

O negócio depende de ajustes como a obtenção da licença de operação e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Outra fonte de receitas será o primeiro ano cheio do contrato de "take or pay" com a Anglo American.

A mineradora se compromete a pagar mesmo que não use o T1 para escoar as 26,5 milhões de toneladas anuais de minério previstas, ao preço de US$ 7,23/tonelada. A Prumo calcula receber US$ 100 milhões em 2015.

"O porcentual de aluguéis ainda será muito importante, mas não concentrará mais 100% dos ganhos. As outras receitas tendem a equilibrar isso", diz Parente. A perspectiva ainda é de fluxo de caixa negativo nos próximos dois anos.

Em 2014 o investimento da empresa no Açu somará cerca de R$ 1,5 bilhão e, em 2015, deve ser pouco menor. O foco será o ajuste de contas com fornecedores e a realização de obras do quebra-mar e do terminal de petróleo no T1.

Parente comemora a operação no T2 como uma nova etapa para o Açu. "Superamos vários obstáculos, com a obtenção de diversas licenças, desenvolvimento das obras civis e foco em segurança", diz.

O T2 deve receber nas próximas duas semanas a Carta Náutica definitiva da Marinha para operar regularmente.

O navio Happy Dynamic veio da China e atracou no cais da NOV trazendo um guindaste de 520 toneladas. Ele será usado para movimentar os carretéis de tubos flexíveis. Os próximos navios deverão embarcar produtos.

O T2 do Açu movimentará carga de projetos, petróleo, carga geral, bauxita, coque, veículos e granéis sólidos. É lá que estão instaladas fornecedoras da Petrobras como Wartsila, Technip, Intermoor e a NOV.

Em abril deste ano a americana Edison Chouest fechou contrato para instalar uma base de apoio offshore no T2, um investimento previsto de R$ 950 milhões.

O contrato pode ser a porta de entrada da Petrobras no porto, já que a Edison Chouest participa de uma licitação da estatal para contratação de seis berços de atracação de embarcações de apoio na Bacia de Campos.

As outras duas candidatas à concorrência também têm pré-contrato engatilhado com o Açu.

O Açu é formado ainda pelo T1, destinado a embarques de minério de ferro.

No fim de outubro a Prumo e Anglo American, sócias no terminal por meio da Ferroport, anunciaram seu primeiro embarque, com o envio de 80 mil toneladas de minério de ferro do projeto Minas-Rio, da Anglo, para a China.

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