Privatização da Eletrobras pode receber aval da Câmara nesta terça

Caso a medida seja aprovada, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve dar início aos estudos de modelagem econômica da privatização

Esta reportagem faz parte da newsletter EXAME Desperta. Assine gratuitamente e receba todas as manhãs um resumo dos assuntos que serão notícia.

Na série de etapas por que a Eletrobras deve passar para ser privatizada, a primeira delas será uma prova de fogo: a aprovação no Congresso. É só com o aval do legislativo que empresas como a gigante do setor de energia, bancos públicos e a Petrobras podem sair do controle estatal.

Nesta terça-feira, está previsto que a Câmara vote a Medida Provisória que autoriza o governo a privatizar a empresa. Como ela é um MP, há prazo, que vence em em 22 de junho.

Caso a medida seja aprovada, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve dar início aos estudos de modelagem econômica da privatização.

O governo pretende fazer uma capitalização, em que vende ações da companhia até perder a maioria. A expectativa é que possam ser levantados cerca de 60 bilhões de reais.

Na última semana, as ações da companhia dispararam quase 7%, principalmente com as perspectivas positivas quanto à privatização e como repercussão positiva ao balanço do primeiro trimestre da companhia.

Na avaliação de analistas, a estatal é considerada um bom ativo no mercado e estaria madura para ser vendida caso a privatização avance. 

A empresa, que atua na área de geração e transmissão de energia, viveu anos de prejuízo e interferência política devido ao seu elevado número de subsidiárias e controladas. 

Além disso, entre os anos de 2012 e 2015, teve seu caixa usado politicamente, principalmente por causa da Medida Provisória 579, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que cortou o valor da energia em 20%.

O ex-presidente Wilson Ferreira Júnior, que assumiu a empresa em 2016 e ficou até janeiro deste ano, é visto pelo mercado como o executivo que conseguiu "consertar" a casa. 

Ele reduziu praticamente pela metade o número de funcionários com programas de demissão voluntárias e vendeu as distribuidoras nas regiões Norte e Nordeste, deixando a empresa mais "apetitosa" na visão dos investidores.

Em fevereiro de 2016, por exemplo, as ações da companhia valiam cerca de 6 reais. Nesta segunda-feira, elas fecharam em 40 reais. 

 Em cerimônia de posse no início do mês, o atual presidente da companhia defendeu a privatização.

"Para que a Eletrobras consolide sua liderança no setor, para que seja protagonista na expansão do setor elétrico brasileiro, a companhia precisa estar capitalizada, com capacidade de investimento e ter competitividade frente a outros agentes...", disse.

Quais são as tendências entre as maiores empresas do Brasil e do mundo? Assine a EXAME e saiba mais.

De 1 a 5, qual sua experiência de leitura na exame?
Sendo 1 a nota mais baixa e 5 a nota mais alta.

 

Seu feedback é muito importante para construir uma EXAME cada vez melhor.

 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também