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Por que a Cargill investiu em reconhecimento facial de vacas

A empresa está apoiando uma startup irlandesa que usa um software de reconhecimento facial para ajudar a aumentar a produtividade das vacas leiteiras.

Vaca (Foto/Getty Images)

Vaca (Foto/Getty Images)

Mariana Desidério

Mariana Desidério

Publicado em 3 de fevereiro de 2018 às 08h00.

Última atualização em 3 de fevereiro de 2018 às 08h00.

A Cargill está apoiando uma startup irlandesa que usa um software de reconhecimento facial para ajudar a aumentar a produtividade das vacas leiteiras, iniciativa mais recente da maior empresa de capital fechado dos EUA para impulsionar seus esforços de tecnologia agrícola.

A Cargill adquiriu uma participação minoritária da Cainthus, que utiliza aprendizado de máquina e técnicas de imagem para identificar vacas e obter uma série de informações, desde o comportamento até o apetite delas, disse David Hunt, presidente e cofundador da Cainthus, em entrevista por telefone, na quarta-feira. Os detalhes do investimento não foram revelados.

Hunt disse que a Cainthus, que tem sede em Dublin, escolheu a Cargill e não uma firma de capital de risco devido à presença da empresa americana no setor agrícola. A Cargill ainda pertence à mesma família que a fundou há 153 anos e é uma das maiores traders agrícolas e produtoras de carne do mundo.

Nos últimos anos, a Cargill, que tem sede em Minneapolis, nos EUA, reorganizou partes do negócio e construiu uma presença mais forte em tecnologia agrícola. A empresa anunciou no mês passado parcerias com outras companhias para formar uma aceleradora de startups que identificará novas tecnologias para alimentos. A Cargill busca inovações de outros setores que possam ser aplicadas para enfrentar os grandes desafios da agricultura, como o crescimento populacional, a falta de mão de obra em zonas rurais e a preocupação dos consumidores em relação à origem e ao tratamento dos alimentos.

A questão é “como realizar algumas das mesmas atividades”, mas “de forma mais eficiente”, disse SriRaj Kantamneni, diretor-gerente da divisão de insights digitais, em entrevista.

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