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Petrobras fecha temporariamente escritório em Tóquio

Empresa transferiu suas atividades no país para Okinawa devido ao racionamento de energia na capital

Trânsito em Tóquio após terremoto: cidade raciona energia (Koichi Saito/Getty Images)

Trânsito em Tóquio após terremoto: cidade raciona energia (Koichi Saito/Getty Images)

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Kelly Lima

16 de março de 2011, 15h50

Rio - A Petrobras informou hoje que seu escritório em Tóquio está fechado temporariamente, devido ao racionamento de energia na cidade. Para viabilizar a continuidade das operações, a companhia vai transferir algumas de suas atividades para Okinawa, ilha a Sudoeste do Japão, a cerca de 1.600 quilômetros de Tóquio.

Em Okinawa está localizada a refinaria Nansei Sekiyu, de propriedade da estatal. A Petrobras conta com cerca de 20 empregados brasileiros no Japão, que estão em Okinawa. Segundo a companhia, a refinaria opera normalmente.

A refinaria tem capacidade para produzir 100 mil barris por dia. Na área, a Petrobras também conta com um terminal de petróleo e derivados para armazenamento de 9,6 milhões de barris, três píeres com potencial para receber navios de produtos de até 97.000 tbp e uma monoboia de carregamento para navios petroleiros do tipo Very Large Crude Carrier (VLCC) de até 280.000 tbp.

A Petrobras possui participação de 87,5% na unidade, adquirida em 2007 da TonenGeneral Sekiyu, subsidiária da companhia americana ExxonMobil. Outros 12,5% pertencem à trading Sumitomo Corporation. No ano passado, a Sumitomo anunciou a intenção de vender sua parte, a Petrobras chegou a informar ao mercado que analisaria a possibilidade, mas não informou posteriormente o avanço das negociações.