Petrobras deve ter resultado robusto no 1º tri, apesar do coronavírus

Aumento da produção e Brent mais elevado na maior parte do período contribuíram para o desempenho

A maioria das empresas listadas na bolsa brasileira B3 já está sentindo os efeitos negativos da pandemia do coronavírus em seus balanços do primeiro trimestre, mas este não é o caso da Petrobras. A companhia deve registrar um aumento expressivo da receita e do lucro, impulsionada por dólar alto, aumento da produção e petróleo Brent a 50 dólares na maior parte do período.

Segundo consenso da Bloomberg, a receita líquida da Petrobras deve atingir 86 bilhões de reais no trimestre, ante 70 bilhões registrados um ano antes. A estimativa para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) é de 38 bilhões de reais (consenso BTG Pactual) a 56 bilhões (Bloomberg). No primeiro trimestre de 2019, a companhia reportou 28,9 bilhões de reais de Ebitda.

Já o lucro líquido estimado pelos analistas é de 10 bilhões de reais (BTG) a 14 bilhões de reais (Bloomberg) de janeiro a março deste ano, sobre 4 bilhões no mesmo período do ano passado.

Uma parte deste resultado se deve ao bom desempenho de produção da companhia. “Os efeitos negativos da recessão global, provocada pela crise de saúde pública, não chegaram a impactar de forma substancial a performance de produção e vendas no primeiro trimestre”, informou a petroleira em relatório de produção no final de março.

O dólar nas alturas também contribuiu para elevar a receita da companhia. Além disso, na maior parte do trimestre a média do Brent oscilou na casa dos 50 dólares. A queda dos preços só ocorreu por alguns dias do mês de março, o que acabou aliviando o resultado do trimestre.

O alerta para a companhia fica daqui para frente, já que o consumo de petróleo e seus derivados caiu brutalmente a partir dos últimos dias de março, devido às medidas de isolamento social e lockdown ao redor do mundo.

Adicionalmente, a recente guerra de mercado travada entre dois grandes produtores globais, Arábia Saudita e Rússia, levou ao derretimento das cotações para a casa dos 20 dólares. Para enfrentar este período, a receita de especialistas é clara: cortar custos e preservar caixa. A Petrobras anunciou medidas neste sentido. Resta saber se serão suficientes.

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