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MMX negocia parcerias para elevar volumes de minério

Empresa negocia com a MRS para projetos de mineração ao longo de ferrovia

A MMX espera investir em novos projetos em Minas Gerais (Divulgação)

A MMX espera investir em novos projetos em Minas Gerais (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 27 de setembro de 2011 às 16h35.

Belo Horizonte - A MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista, está negociando parcerias para desenvolver projetos de minério de ferro ao longo do trajeto da ferrovia da MRS que atravessa o Estado de Minas Gerais até um dos seus portos em construção no litoral fluminense, disse o presidente da empresa, Roger Downey, nesta terça-feira.

Além de participar de projetos já existentes de pequenos e médios produtores, a MMX deverá ainda desenvolver novas minas com a aquisição de direitos minerários nas proximidades da MRS, com quem negocia para o transporte de minério.

"A ideia é aproveitar o porto (do Sudeste) e a MRS naquele trajeto", disse o executivo a jornalistas após apresentação no 14o Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte. "Estamos conversando com algumas empresas, existem várias possibilidades", acrescentou.

Seguindo esta estratégia, a empresa fechou recentemente parceria com a Minerinvest Mineração, pelo qual poderá comprar até 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, ao preço de 64 dólares por tonelada.

Por outro lado, o acordo preliminar também prevê que o Superporto Sudeste irá embarcar até 5 milhões de toneladas de minério de ferro da Minerinvest por ano, por 10 anos a partir do início das operações da instalação.

Downey espera fechar contratos para ocupar toda a capacidade do porto, de 100 milhões de toneladas, segundo o projeto de duplicação. A capacidade prevista na primeira etapa do porto, de 50 milhões de toneladas, já está toda comprometida, segundo a empresa.

Financiamento 

Para ampliar seu grande projeto na região --Serra Azul--, a MMX espera captar 1,8 bilhão de dólares até o final do ano.

O executivo avalia que a demanda por minério de ferro no mundo deve permancer aquecida e os preços não deverão recuar, se mantendo no patamar de 150 a 200 dólares cada tonelada.

Apenas em meados de 2014, com a entrada de muitos projetos em operação e o aumento da oferta, o preço poderia ser afetado, segundo ele.

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