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Mandic planeja lançar nova empresa no Vale do Silício

Seu plano é investir na interseção da tecnologia entre redes sociais e dispositivos móveis

Aleksandar Mandic, pioneiro da web brasileira (Divulgação)

Aleksandar Mandic, pioneiro da web brasileira (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 16 de setembro de 2014 às 12h06.

São Paulo - Aleksandar Mandic costuma dizer que tenta se aposentar há vinte anos, mas que ainda não encontrou a oportunidade. Na verdade, o problema são justamente as oportunidades – o excesso delas, que o impedem de descansar.

Pioneiro da web brasileira, Mandic empreende desde os tempos de BBS, surfou no tsunami pontocom nos anos 1990, escapou do estouro da bolha, e em 2012 vendeu uma de suas empresas por 100 milhões de reais.

Aos 60 anos, lançou o Mandic magiC, um app de compartilhamento de redes Wi-Fi que já conta com 6 milhões de usuário, e que o leva a sua próxima empreitada – o Vale do Silício.

"O sonho agora é 1 bilhão", diz Mandic em entrevista a INFO. Ele planeja lançar uma empresa no Vale, região da Califórnia conhecida por hospedar algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, como Google e Facebook.

Para isso, contará com o investimento de um fundo americano, cujo nome ele não revela. O empresário diz que está em processo de assinatura de contratos, e que os termos devem ser acertados até o final deste ano.

Seu plano é investir na interseção da tecnologia em que o Mandic magiC cresceu – entre redes sociais e dispositivos móveis. "As redes sociais nunca vão acabar", diz Mandic. "Elas são como os bares. Sempre vão existir."

Obviamente, bater de frente com gigantes já estabelecidos, como o Facebook, não está em sua estratégia. "É preciso se aproveitar das brechas deixadas por eles", diz Mandic.

Afinal, foi assim que apps como Instagram e WhatsApp caíram no gosto dos usuários – quando seus fundadores investiram com força em pontos que o Facebook ainda não havia coberto.

Mandic nega pessimismo em relação ao cenário do empreendedorismo brasileiro. Mas o ambiente do Vale do Silício o empolga. "O Brasil é um país muito voltado para dentro, mesmo porque há volume interno para isso aqui. No Vale, as coisas acontecem na rua", diz o empresário.

Ele também cita as vantagens tributárias e de mão de obra como forças por trás da escolha. "Agora eu quero olhar para fora."

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