Negócios

Governo pede fim de liminar contra privatização da Eletrobras

A liminar, segundo o governo, põe em risco o plano de privatização da estatal ainda em 2018

Eletrobras: liminar põe em risco o plano de privatização da estatal  (Nadia Sussman/Bloomberg)

Eletrobras: liminar põe em risco o plano de privatização da estatal  (Nadia Sussman/Bloomberg)

R

Reuters

Publicado em 15 de janeiro de 2018 às 14h18.

Última atualização em 15 de janeiro de 2018 às 15h27.

São Paulo - O governo do presidente Michel Temer pediu na Justiça a derrubada de liminar contra uma medida provisória que tem como objetivo viabilizar a privatização da Eletrobras, de acordo com comunicado no site da Advocacia-Geral da União (AGU) nesta segunda-feira.

A Justiça Federal em Pernambuco decidiu na semana passada suspender um mecanismo da MP 814 de 2017 que cancelava vetos à desestatização da Eletrobras e suas subsidiárias. Publicada no final do ano passado, a medida tinha como objetivo permitir ao governo a contratação de estudos necessários ao negócio.

Autoridades já haviam adiantado que o governo iria recorrer e que a contratação dos estudos é fundamental para evitar riscos de o plano de privatização da elétrica não ser concluído ainda em 2018, como planeja o governo.

Como o orçamento da União para este ano já prevê uma arrecadação de 12,2 bilhões de reais associada à privatização da elétrica, a AGU alegou que a liminar foi concedida "sem refletir sobre os efeitos danosos de sua decisão, que colidem com o interesse público de minimizar o déficit nas contas públicas".

"O objetivo da MP é tão somente permitir a elaboração de estudos sobre a situação econômica e financeira da estatal", ressaltou a AGU, que destacou ainda planos do governo de enviar ao Congresso Nacional até fevereiro um projeto de lei para discutir o assunto.

Em separado, a defesa da União ainda entrou com uma reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que afirma que a Justiça de Pernambuco usurpou competência da instância superior em sua decisão liminar contra a MP 814.

"Ao suspender dispositivo da medida provisória o magistrado realizou controle abstrato de constitucionalidade - o que é uma competência exclusiva do STF, segundo a Constituição", argumentou a AGU.

O governo Temer tem prometido concluir ainda neste ano a desestatização da Eletrobras, que seria efetivada por meio de uma oferta de novas ações da companhia prevista para o segundo semestre, um movimento que reduziria a União a uma fatia minoritária na elétrica.

O movimento, no entanto, tem enfrentado uma forte oposição de grupos de políticos e de sindicatos. Nesta segunda-feira, inclusive, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) entrou com ação popular para tentar impedir o governo de contratar os estudos exigidos para a desestatização.

Acompanhe tudo sobre:EletrobrasPrivatizaçãoEletricidade

Mais de Negócios

Após 13 anos focada em veículos, seguradora bilionária abre nova frente para dobrar de tamanho

Ozempic ou Mounjaro? Veja quem domina as respostas do ChatGPT sobre canetas emagrecedoras

Depois de Honey, Apple e Fire, Jack Daniel’s aposta na amora-preta

De sete anos de prejuízo à disputa por compradores: a virada da Medquímica