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Gávea avalia participação no aumento de capital da MPX

Detentora de participação acionária relevante na empresa, mas inferior a 5%, a Gávea aguarda os desdobramentos dos problemas do grupo X para tomar uma decisão

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Wellington Bahnemann

Publicado em 2 de julho de 2013 às, 21h17.

Rio de Janeiro - Em meio à crise de confiança que assola o grupo X e vem derretendo o preço das ações das empresas do empresário Eike Batista, a Gávea Investimentos ainda avalia se irá participar do aumento de capital da MPX Energia.

Detentora de participação acionária relevante na empresa, mas inferior a 5%, a gestora de recursos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga aguarda os desdobramentos dos problemas do grupo X para tomar uma decisão. "Vamos esperar para ver o que vai acontecer de fato. Porém, a tese do investimento é muito sólida e gostamos muito do ativo", comentou o sócio-fundador da Gávea Luiz Henrique Fraga.

A Gávea Investimentos entrou na MPX em maio de 2012 depois da conversão em ações de debêntures no valor de R$ 200 milhões. Com a operação, a gestora passou a ter um assento no Conselho de Administração da geradora, sendo hoje representada por Christopher Meyn, o sócio responsável pela gestão do Gávea Investment Funds.

Nesse contexto, a empresa adota um tom de cautela em relação à MPX e à operação de aumento de capital que pretende levantar R$ 1,2 bilhão.

Para o também sócio-fundador da Gávea Investimentos Armínio Fraga, a MPX está sendo 'vítima' do mau momento vivido em virtude das dificuldades enfrentadas pela petrolífera OGX, situação que tem contaminado a percepção dos investidores em relação às demais companhias X, mesmo aquelas vistas como mais sólidas pelo mercado, como a geradora de energia.

Como prova de confiança nesse ativo, o executivo citou a presença da alemã E.ON como sócia estratégica da MPX, uma das maiores empresas de energia da Europa. "A MPX tem um sócio estratégico global", disse. Hoje, a E.ON detém 36% da MPX.

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