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Funcionários da Volks não aceitam demissões

Empregados pretendem negociar com a companhia, mas dizem não concordar com redução de benefícios

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h39.

Os funcionários da fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, decidiram nesta terça-feira (22/8) em assembléia que vão manter negociações com a montadora, mas que não aceitarão propostas que impliquem em cortes de funcionários ou de benefícios.

Ontem a Volks anunciou que pode ter de fechar a unidade se os empregados não aceitarem os termos previstos pelo plano de recuperação da companhia, como a demissão de 3,6 mil funcionários. A montadora deu prazo até esta sexta-feira (25/8) para o fim das negociações.

De acordo com José Feijóo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os funcionários aceitaram manter conversas com a diretoria da Volks, mas decidiram não concordar com qualquer redução de direitos proposta pela empresa - como trabalho gratuito em horas extras e salários menores. "Estamos com a disposição de achar uma saída, mas uma saída que não humilhe os trabalhadores", afirma Feijóo.

Se a montadora insistir com as demissões e com os cortes de benefícios, segundo o dirigente, os funcionários iniciarão um movimento de "enfrentamento", que deve incluir manifestações.

Os funcionários voltarão a se reunir no próximo sábado para discutir o resultado das negociações. A fábrica de São Bernando do Campo possui 8 mil funcionários na produção e 4 mil funcionários na divisão administrativa. Na unidade, são produzidos veículos dos modelos Gol, Saveiro, Kombi, Polo e Fox, grande parte destinada à exportação.

O plano de reestruturação da Volks prevê a redução no volume de veículos embarcados a outros países por conta da desvalorização do dólar - a meta em 2006 é exportar cerca de 156 mil veículos, ou 100 mil a menos do que em 2005.

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