Fintech dos autônomos, Zippi capta US$ 16 milhões com Tiger Global

A Zippi, fundada por ex-alunos do MIT e do ITA, criou linhas de crédito semanais para empreendedores e autônomos com base no Pix
Bruno Lucas, André Bernardes, e Ludmila Pontremolez, sócios da Zippi: fintech dos autônomos captou US$ 16 milhões (Divulgação/Zippi)
Bruno Lucas, André Bernardes, e Ludmila Pontremolez, sócios da Zippi: fintech dos autônomos captou US$ 16 milhões (Divulgação/Zippi)
Por Maria Clara DiasPublicado em 08/06/2022 05:00 | Última atualização em 07/06/2022 17:22Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A fintech Zippi está de olho em um mercado muito cobiçado por diversos empreendimentos: o das pequenas e médias empresas. Elas impactam mais de 40% da população brasileira, geram 9 em cada 10 vagas de emprego e são responsáveis por 30% do PIB do país. É um filão que atrai muita startup disposta a solucionar problemas estruturais enfrentados por essas companhias.

A Zippi é uma dessas empresas interessadas em resolver ineficiências no dia a dia de pequenos negócios. Para isso, a fintech fundada por André Bernardes, Ludmila Pontremolez e Bruno Lucas, três ex-alunos do ITA e MIT, dois dos institutos de tecnologia mais conceituados do mercado, mira no capital de giro. A startup funciona como um meio de pagamento para empreendedores e trabalhadores autônomos com linhas de crédito de liquidação semanal.

Assine a EMPREENDA e receba, gratuitamente, uma série de conteúdos que vão te ajudar a impulsionar o seu negócio.

O que a Zippi faz é oferecer uma plataforma por onde empreendedores possam fazer pagar fornecedores de maneira instantânea, mas em troca recebem até sete dias para liquidar a dívida, que passa a ser diretamente com a Zippi. Do cartão de crédito semanal, primeiro produto da empresa, a fintech passou a concentrar seus esforços no Pix para oferecer agilidade nas transações.

O propósito é gerar capital de giro e ajudar empreendedores e profissionais autônomos a movimentar de forma mais ágil as finanças da empresa, fugindo dos ciclos mensais de pagamentos e recebimentos.

A empresa foi fundada em 2019, mas apenas no final de 2021 deixou para trás os testes de usabilidade e viabilidade de produto para lançar-se ao mercado. Já em meados de 2022, o negócio se provou e passou a crescer na ordem de 78% em volume transacionado.

LEIA TAMBÉM

A ex-engenheira da Nasa que criou uma fintech com DNA brasileiro

Conheça a nova startup de Ronaldo, que terá investimento de R$ 40 milhões

O rápido resultado atraiu investidores de peso. A Zippi acaba de anunciar um investimento de US$ 16 milhões (algo como R$ 83 milhões) liderado pelo fundo Tiger Global, que já investiu em gigantes tecnológicas como Airbnb e Uber. A rodada série A também envolveu os fundos Y Combinator, Volpe Capital, Rainfall Ventures, Globo Ventures, Hummingbird, Mantis, MSA Capital e Soma Capital, além dos fundadores das empresas Faire, Robinhood, Plaid, Creditas, Kavak, Cobli e GoJek.

Receber um aporte em um momento tão delicado para startups é resultado de uma transformação envolvendo o universo dos pagamentos entre as pequenas empresas, afirma André Bernardes, cofundador e CEO da Zippi “Nessa economia informal, o dinheiro que passava de mão em mão começou a ser resolvido com o Pix”, diz. “É algo que vem da aderência rápida desse método e as milhares de empresas abertas e trabalhadores autônomos nos últimos meses. A conjunção de fatores impulsionou nosso negócio”.

Com o novo investimento, a ambição da Zippi é aumentar de seis a 10 vezes o volume transacionado ante 2021. A empresa também espera dobrar o quadro de funcionários — hoje com 26 pessoas.

O foco, segundo Bernardes, estará nos times de tecnologia e produto. “Apesar de querer crescer, quando o assunto é tecnologia, a qualidade da equipe importa mais do que a quantidade. Por isso, o principal desafio será buscar talentos e atraí-los a partir da estrutura que criamos, do trabalho bem feito e da diversidade no time", diz.