Negócios

Estácio quer incorporar Moena, com aproveitamento de ágio de R$ 171 mi

Com a operação, a Moena será extinta e seu patrimônio líquido será transferido para a Estácio

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h47.

São Paulo - A Estácio Participações publica nos jornais nesta segunda-feira, 16, fato relevante propondo incorporar a Moena Participações, sociedade integrante do Grupo GP Investments. Com a operação, a Moena será extinta e seu patrimônio líquido será transferido para a Estácio.

A Estácio informa que trata-se de um processo de reestruturação societária que "resultará em benefícios financeiros para Estácio e seus acionistas. No caso da Moena, a incorporação resultará na simplificação operacional do grupo e no aumento da respectiva transparências."

Na semana passada, a Estácio Participações apresentou à Associação Brasileira das Entidades de Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), pedido de análise prévia do registro de distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias da Estácio.

Após a incorporação, o ágio originalmente registrado pela Moena e atribuído à expectativa de resultado futuro da Estácio, no valor de R$ 171 milhões será fiscalmente amortizado em um período de 60 meses pela Estácio. Este ágio é originário da aquisição pela Moema, em 2008, de ações de emissão da Estácio.

Segundo informa a empresa, todo o benefício econômico decorrente da incorporação e da dedutibilidade do ágio será apropriado de forma simétrica por todos os acionistas da Estácio, atuais e futuros, e não apenas pelos da Moena, que não farão jus ao recebimento de ações adicionais quando da amortização do referido ágio.

A incorporação será submetida a assembleias gerais extraordinárias das duas empresas a serem realizadas em 31 de agosto. A avaliação do patrimônio líquido da Moena será feita pela WFS Serviços e contabilidade.

O comunicado estima o custo da operação de incorporação, cuja data-base é 30 de junho, em R$ 50 mil e informa ainda que não existem passivos a serem absorvidos pela Estácio, que sejam conhecidos desta empresa e da Moena.

Conforme o fato relevante, com a incorporação, as ações representativas do capital social da Estácio e detidas pela Moena serão atribuídas aos acionistas da Moena e não será necessário o estabelecimento de relação de substituição de ações e não haverá emissão de novas ações pela Estácio em virtude da incorporação.

O fato relevante informa ainda que "as vantagens políticas e patrimoniais e demais direitos dos acionistas titulares de ações de emissão" das duas empresas não sofrerão modificação com a incorporação. "Os acionistas da Moena, que passarão a ser acionistas diretos da Estácio, farão a adesão ao acordo de acionistas da Estácio atualmente em vigor, em virtude da sucessão decorrente da incorporação".

Em 2008, a Estácio Participações concluiu a venda de 20%, ou 47.151.040 ações ordinárias de sua emissão para a Moena Participações. Além disso, segundo informações no site da Estácio, os sócios fundadores da empresa possuem 52,2% das ações ordinárias, há em circulação no mercado 27,7% do total de ações e 0,2% estão nas mãos de administradores e conselheiros.

Leia mais notícias sobre Investimentos

Siga as notícias de Negócios no Twitter
 

Acompanhe tudo sobre:Investimentos de empresasFusões e AquisiçõesNegociações

Mais de Negócios

'O fim da taxa das blusinhas é a destruição do varejo nacional', diz fundador da Havan

Taxa da blusinha: ‘É uma grande vitória para o consumidor’, diz CEO da Shein no Brasil

Fim da 'taxa das blusinhas' vai custar empregos no varejo brasileiro, diz CEO da Dafiti

Este biólogo vai faturar milhões com aparelho que promete acabar com incêndios florestais