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A americana Rudolph Snacks está transformando o seu modelo de atuação no Brasil para avançar na oferta de torresmo e pururuca. A empresa investiu R$ 20 milhões na construção de uma fábrica na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, com capacidade de produzir entre 120 e 150 toneladas por mês. 

A movimentação representa um novo rumo da operação no país, onde chegou há mais de 15 anos. No período, o modelo de negócio ficou restrito à comercialização da matéria-prima. Os clientes adquiriam os pellets e cuidavam de todo o resto, como os processos de fritura e empacotamento.

O formato, operado a partir de Chapecó, em Santa Catarina, continua em funcionamento, mas deve perder espaço na estratégia local da companhia. A transição acompanha mudanças regulatórias no país. 

Com alterações recentes, órgãos federais, como o SIF (Serviço de Inspeção Federal), do Ministério da Agricultura e Pecuária, estão mais vigilantes em relação ao manuseio e comercialização de produtos de origem animal. Como poucas fábricas no país atendem às normas, o modelo empreendido até aqui tendia a ficar limitado. 

Como funciona a nova vertical

Na nova fase, a Ruphold cuida agora de todo o desenvolvimento dos produtos, da desidratação da proteína do porco, aos processos de fritura e empacotamento. 

No final, vende os snacks prontos aos clientes - no caso, para empresas do mercado de alimentos. Dentro de um modelo de private label, as marcas definem formatos, sabores, aromas com a Rudolph e estampam os rótulos próprios. 

Com a mudança, a unidade local adota uma atuação mais em linha ao que a companhia criada nos Estados Unidos em 1955 desenvolve nos outros países. No mercado americano, a empresa tem como um dos clientes mais antigos a Pepsico, dona entre outras marcas da Elma Chips. 

“Nós evoluímos, adicionando essa finalização do produto para que o cliente não tenha esse stress de fiscalização federal. Nós cuidamos desta parte, o que fica mais fácil para o nosso cliente e permite que ele tenha uma experiência mais completa”, afirma Lucas Petry Mueller, diretor comercial de operação da Rudolph Snacks no Brasil. 

Neste processo, o valor de R$ 20 milhões foi investido na montagem da estrutura física, maquinário, sistema de automação e ainda em equipamentos para a fritura e empacotamento dos produtos. De acordo com Mueller, a área é modulável e pode receber novas ampliações a depender da demanda. 

O projeto da fábrica começou a ser estruturado há mais de quatro anos e sofreu com paralisação em meio à pandemia de covid-19. Nos últimos 12 meses, a estrutura andou e a empresa começou a atrair clientes para o novo modelo. Entre eles, a paulista Santa Massa, conhecida pela oferta de pães de alho, e a Crac, do Rio de Janeiro.

Como o negócio pretende crescer no país

Segundo o executivo, neste ano o negócio deve ter uma receita superior a 100% em relação aos resultados anteriores. A empresa não abre os números. A expectativa é de que ao longo dos próximos 36 meses cresça 70%, em taxas anualizadas.

A projeção, de acordo com a empresa, acompanha uma demanda dos próprios clientes, mesmo antes de o produto chegar ao mercado. “Nós somos líderes no mercado nos Estados Unidos e começamos a ver no Brasil o crescimento do consumo e interesse por snacks de proteína com padrão mais alto de sabor”, afirma.

Um dos apelos que a Rudolph usa é o desenvolvimento dos produtos com atributos como:

  • low carb, aqueles com pequena concentração de carboidratos
  • baixo teor de gordura
  • alta concentração protéica, em torno de 26 gramas em um pacote de 40 gramas 

No mercado internacional, a empresa notou o aumento da demanda dos produtos por pessoas que fazem dietas com base em proteína ou que procuram reduzir a ingestão de carboidratos. “Começamos a ver aqui no Brasil também”. Se a moda pega, o whey protein que se cuide.

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